FIESC apresenta propostas à MP Brasil Soberano para reduzir impacto das tarifas dos EUA


Foto de Redação Santa Catarina em Pauta

Redação Santa Catarina em Pauta

Tem novidade no SCemPauta!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!

 Foto: Filipe Scotti

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) encaminhou ao Fórum Parlamentar Catarinense um conjunto de propostas econômicas e trabalhistas para inclusão na Medida Provisória 1309/25, que institui o Plano Brasil Soberano. A medida busca apoiar empresas brasileiras impactadas pelas tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos.

O tema foi discutido em uma transmissão ao vivo promovida pela entidade, com a participação do presidente da FIESC, Gilberto Seleme, do senador Esperidião Amin, do diplomata Marcos Troyjo e do economista-chefe da Federação, Pablo Bittencourt. Durante o encontro, Seleme afirmou que a indústria brasileira prepara missão aos Estados Unidos, em setembro, para dialogar com autoridades e parceiros locais em busca de alternativas.

No documento enviado ao Parlamento, a FIESC ressalta que a nova alíquota de exportação já está provocando cancelamentos de pedidos, paralisações no mercado e adoção de medidas como férias coletivas, redução de jornada e salário, além do risco de demissões. Entre os exemplos citados, o setor moveleiro catarinense — concentrado em municípios como São Bento do Sul, Rio Negrinho e Campo Alegre — exportou US$ 123,44 milhões em 2024 e já registrou US$ 63,33 milhões no primeiro semestre de 2025.

As principais propostas apresentadas pela FIESC incluem:

  • exclusão de dispositivos da MP que criariam compromissos trabalhistas adicionais às empresas exportadoras;
  • ampliação de compras públicas de bens industriais, com foco em setores como educação, habitação e infraestrutura social;
  • desoneração integral da folha de pagamento das empresas exportadoras para os EUA enquanto perdurarem as tarifas de 50%;
  • inclusão de médias e grandes empresas no REINTEGRA, com possibilidade de redução da alíquota a até zero;
  • flexibilizações trabalhistas temporárias, como redução proporcional de jornada e salários, suspensão de contratos, concessão de férias coletivas, antecipação de férias e feriados, banco de horas negativo e diferimento do FGTS.

Segundo o senador Esperidião Amin, as sugestões da entidade serão analisadas, mas há preocupação com a falta de diálogo entre os governos brasileiro e norte-americano. Já o diplomata Marcos Troyjo avaliou que não há perspectiva de solução no curto prazo.