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O grupo Mãos de Fada, formado por 21 artesãs da comunidade rural de Limeira, em Biguaçu, recebeu do Ministério da Cultura o certificado de Ponto de Cultura Viva, reconhecimento destinado a iniciativas comunitárias voltadas à preservação de culturas populares e tradicionais.
Criada em 2007 com apoio da Epagri, a associação reúne semanalmente mulheres da comunidade no salão paroquial da igreja local para compartilhar técnicas artesanais como tricô, crochê, bordado da vovó e o tradicional crivo, herança cultural açoriana presente no litoral catarinense.
Entre as fundadoras está Maria Rosa Amaral, de 81 anos, que aprendeu a técnica do crivo ainda na infância observando a mãe trabalhar. Hoje, ela repassa o conhecimento às demais integrantes do grupo e demonstra preocupação com a continuidade da tradição entre as novas gerações.
Além da preservação cultural, o grupo também desenvolve ações sociais. As artesãs produzem peças para doação a mulheres em situação de vulnerabilidade social e confeccionam itens destinados a pacientes do Cepon, em Florianópolis.
Segundo a extensionista social da Epagri em Biguaçu, Cilana Bertoncini, que acompanha o coletivo desde a formação, a principal característica do grupo é a troca de conhecimento entre as participantes. “Todas ensinam e aprendem ao mesmo tempo”, resume.
A origem da associação está ligada ao antigo programa estadual Microbacias 2, atual SC Rural, que incentivava a organização comunitária no meio rural. Após o encerramento das atividades do programa, as mulheres decidiram manter os encontros por conta própria.
Agora reconhecida como Ponto de Cultura Viva, a associação também foi contemplada em edital com R$ 25 mil para compra de equipamentos e materiais. Parte do recurso já foi utilizada na aquisição de uma nova máquina de costura e insumos para o trabalho artesanal.






