
A campanha Junho Vermelho reforça neste mês a importância da doação de sangue para a manutenção dos estoques dos hemocentros, especialmente durante o inverno, período em que costuma ocorrer redução no número de doadores. A mobilização também marca o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, e busca conscientizar a população sobre a necessidade de manter os bancos de sangue abastecidos para atender pacientes que dependem de transfusões, cirurgias, tratamentos oncológicos, transplantes e cuidados neonatais.
Em Santa Catarina, o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) coordena as ações de coleta e promove neste ano a campanha “Jogue junto, dê seu sangue pelo nosso time”. O estado conta com hemocentros em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Criciúma, Lages, Chapecó e Joaçaba, além de unidades de coleta em Tubarão e Jaraguá do Sul. Para facilitar o atendimento, o órgão orienta que os voluntários realizem agendamento prévio. Entre os requisitos básicos para doar estão ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto.
A legislação catarinense também prevê incentivos para estimular a doação regular de sangue. Entre eles estão a isenção da taxa de inscrição em concursos públicos estaduais, meia-entrada em eventos promovidos em espaços mantidos pelo Estado, dispensa do registro de ponto para servidores públicos no dia da doação e prioridade de atendimento para doadores regulares em determinadas situações. Nos últimos anos, novas leis passaram a prever ações como coleta itinerante de sangue e campanhas de conscientização sobre doação de medula óssea.
Histórias de doadores e beneficiários ajudam a dimensionar a importância desse gesto. O militar Luís Cláudio Soares Rodrigues, doador desde 1989, já realizou mais de 200 doações e incentiva a participação da população. “Meu convite para os doadores que já participam e para aqueles que querem começar é arregaçar as mangas e não acreditar nos mitos de que doar sangue afina o sangue, vicia, engorda ou emagrece”, afirma. Já o paratleta Edson Fernandes relata que recebeu 46 bolsas de sangue e componentes sanguíneos após um grave acidente em 2018. “Hoje sei que estou vivo graças à solidariedade de pessoas que decidiram doar”, destaca.
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