
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou empresários do setor de coleta e transporte de lixo, uma advogada, agentes públicos e pessoas ligadas ao grupo investigado na Operação DNA do Crime, deflagrada no início de junho deste ano como desdobramento da Operação Mensageiro.
Segundo o MPSC, os empresários, familiares e funcionários, além de agentes públicos vinculados à prefeitura de Rio do Sul, são acusados de integrar uma organização criminosa voltada à prática de fraudes em licitações e lavagem de dinheiro. Os empresários já respondem a outras três ações penais propostas pelo Ministério Público.
Após o oferecimento da denúncia, a relatora da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina determinou a notificação dos denunciados para apresentação de defesa.
A investigação também apurou que uma advogada, que teve acesso legal a informações sigilosas da operação por atuar junto à Comissão de Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil, teria repassado dados confidenciais a uma investigada. De acordo com o MP, a suspeita tentou se esquivar da ação policial após receber as informações. A advogada foi presa em flagrante e denunciada pelo crime de impedir e embaraçar investigação envolvendo organização criminosa.
Batizada de “DNA do Crime”, a operação recebeu esse nome porque, segundo os investigadores, o esquema criminoso era formado majoritariamente por integrantes de uma mesma família, incluindo irmãs, filhos, cunhados e noras da apontada líder do grupo.
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