
O Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC) encaminhou aos prefeitos dos 295 municípios catarinenses orientações sobre a aplicação do piso salarial profissional nacional do magistério. O objetivo é esclarecer os efeitos das mudanças recentes na legislação e ajudar as prefeituras a evitar interpretações diferentes sobre quais profissionais da educação básica têm direito ao piso.
A orientação foi enviada por meio de um ofício circular assinado pelo presidente do TCE/SC, conselheiro Herneus De Nadal. O documento foi elaborado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e pelo Instituto Rui Barbosa (IRB).
A principal questão tratada na nota é a definição de quem pode ser considerado profissional do magistério para fins de aplicação do piso nacional. A discussão ganhou importância após alterações na legislação federal que ampliaram a definição dos profissionais da educação básica.
Na prática, a orientação pretende dar mais segurança aos municípios na hora de definir salários e organizar as carreiras da educação. A expectativa é reduzir dúvidas e evitar decisões que possam gerar problemas administrativos ou disputas judiciais posteriormente.
O TCE/SC destaca que a atuação dos Tribunais de Contas não se limita à fiscalização dos gastos públicos. Também faz parte desse trabalho orientar os gestores e prevenir possíveis irregularidades, especialmente em áreas que envolvem direitos dos servidores e a prestação de serviços públicos.
A valorização dos profissionais da educação é apontada pelo Tribunal como um dos fatores importantes para melhorar as redes de ensino. A avaliação é de que condições adequadas de trabalho e remuneração podem contribuir para atrair e manter profissionais qualificados nas escolas.
Com o envio da recomendação, o TCE/SC busca uniformizar a interpretação das regras entre os municípios catarinenses e apoiar os prefeitos na tomada de decisões sobre remuneração e carreira dos profissionais da educação básica.
A recomendação, no entanto, não substitui a análise das situações específicas de cada município. As administrações municipais devem considerar as características de suas próprias carreiras e a legislação aplicável ao definir os procedimentos.
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