
A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) avalia que o fim da cobrança de imposto sobre importações de até US$ 50, aprovado pelo Congresso Nacional nesta quinta-feira (4), pode prejudicar a indústria, o comércio e a geração de empregos no Brasil.
Para a entidade, a medida amplia a vantagem competitiva de produtos estrangeiros em relação aos fabricados no país. Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, a indústria brasileira está submetida a uma série de exigências ambientais, trabalhistas e regulatórias, enquanto produtos importados poderão ter uma carga tributária menor.
“Submeter produtos importados a uma carga tributária inferior à incidente sobre muitos produtos fabricados no Brasil amplia ainda mais uma assimetria que já prejudica quem produz e gera empregos aqui”, afirmou Seleme.
A FIESC cita estudos da Confederação Nacional da Indústria (CNI) segundo os quais a mudança deve afetar principalmente micro e pequenas empresas. Um levantamento da entidade aponta que o fim da chamada “taxa das blusinhas” pode elevar em 28% o número de pequenas encomendas internacionais e colocar em risco cerca de 109 mil empregos no país.
A Federação também criticou a aprovação da medida sem, segundo a entidade, uma análise adequada dos possíveis impactos econômicos e sobre o mercado de trabalho.
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