Hackathon em Joinville busca soluções tecnológicas contra o tráfico de pessoas


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Redação Santa Catarina em Pauta

Maratona promovida pelo TRT-SC e pela Udesc terá 60 vagas e premiará protótipos voltados à prevenção, denúncia e apoio às vítimas / Divulgação

Estão abertas as inscrições para o Hackathon Tecnologia contra o Tráfico de Pessoas, iniciativa que busca desenvolver soluções tecnológicas voltadas à prevenção, denúncia e apoio à repatriação de vítimas. Promovido pelo Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (TRT-SC), em parceria com a Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), o evento será realizado em 7 de novembro, das 9h às 19h, no Ágora Tech Park, em Joinville.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 28 de outubro ou enquanto houver vagas. Ao todo, serão 60 participantes, distribuídos em dez equipes multidisciplinares. A composição prevista inclui profissionais ou participantes com conhecimentos em tecnologia, desenvolvimento, design, experiência do usuário, gestão de projetos e solução de problemas. Não é exigida formação acadêmica específica e a inscrição pode ser individual, com a organização responsável por formar os grupos.

Desenvolvimento dos protótipos

O edital estabelece três frentes para os desafios: Prevenção e Alerta; Defesa e Denúncia; e Apoio à Repatriação. Cada equipe deverá escolher pelo menos uma delas para orientar o desenvolvimento de uma solução, com base nos problemas e conteúdos que serão apresentados pela organização antes da maratona. Ao final das atividades, os participantes deverão entregar um protótipo, também chamado de produto mínimo viável (MVP).

O uso de inteligência artificial será permitido durante o desenvolvimento, desde que seja informado e que os resultados produzidos pela tecnologia sejam revisados pelos integrantes das equipes. Após a elaboração dos protótipos, cada grupo terá até cinco minutos para apresentar a proposta à Comissão Julgadora, que poderá fazer perguntas e solicitar esclarecimentos sobre as soluções apresentadas.

Avaliação e premiação

A avaliação considerará cinco critérios: impacto e aderência ao problema, com peso de 25 pontos; utilidade, 20; viabilidade, 20; segurança e ética, 20; e inovação e clareza, 15. A equipe vencedora receberá R$ 6,5 mil, enquanto o segundo e o terceiro lugares serão premiados com R$ 3,9 mil e R$ 2,6 mil, respectivamente.

O evento é organizado pelo TRT-SC por meio do Programa Nacional de Enfrentamento ao Trabalho Escravo, ao Tráfico de Pessoas e de Proteção ao Trabalho do Migrante (Pete+) e do Laboratório de Inovação do tribunal, em parceria com a Udesc. O tráfico de pessoas envolve situações de exploração previstas no artigo 149-A do Código Penal e pode exigir atuação articulada entre diferentes países e instituições para prevenção, proteção das vítimas e enfrentamento das violações.

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