
Florianópolis mantém uma rede de atendimento para migrantes e imigrantes que chegam à cidade em situação de vulnerabilidade. As ações incluem acolhimento, orientação, acesso a serviços públicos, regularização de documentos e encaminhamento para o mercado de trabalho.
Segundo a prefeitura, a capital catarinense recebe, em média, 33 novos moradores por dia. A rede de assistência social busca atender pessoas e famílias de acordo com as necessidades identificadas em cada caso, com foco na construção de autonomia.
Entre as iniciativas está a Casa de Acolhimento para Pessoas Imigrantes, cuja contratação está em andamento e deve ser formalizada ainda em setembro. O espaço será destinado a famílias com crianças que chegam à cidade em situação de vulnerabilidade e oferecerá abrigo temporário e atendimento especializado.
A equipe terá profissionais que falam diferentes idiomas para facilitar a comunicação com os atendidos. O serviço também prevê aulas de português, auxílio na regularização de documentos e apoio na busca por trabalho.
Outro abrigo temporário já funciona por meio de parceria para atender famílias migrantes com filhos que chegam a Florianópolis sem recursos suficientes para se estabelecer. Além do acolhimento, o serviço oferece orientação e encaminhamento para políticas públicas e outros serviços da rede.
A prefeitura também mantém um ponto de atendimento no Terminal Rodoviário Rita Maria. Assistentes sociais fazem o primeiro atendimento, identificam as necessidades de quem chega e encaminham cada pessoa para os serviços disponíveis.
De acordo com a Secretaria Municipal de Assistência Social, cerca de mil pessoas foram encaminhadas para retornar às cidades de origem no último ano. O procedimento considera a situação individual e busca, quando possível, a reconstrução de vínculos familiares e comunitários.
A rede de acolhimento também atende outros públicos em situação de vulnerabilidade, incluindo mulheres vítimas de violência, crianças e adolescentes, idosos e pessoas em situação de rua.
Na Passarela da Cidadania, além dos serviços básicos, são oferecidas oficinas de capacitação e atividades voltadas à preparação para o mercado de trabalho. As ações são articuladas com a Central de Trabalho e Oportunidades, que faz a intermediação entre os trabalhadores e as vagas disponíveis.
Somente em 2026, 254 pessoas conseguiram emprego por meio da iniciativa. Desse total, 57 também obtiveram moradia por meio de aluguel, segundo a prefeitura.
A proposta da rede é fazer com que o acolhimento inicial seja acompanhado por ações que facilitem o acesso a trabalho, moradia, documentação e serviços públicos, permitindo que as pessoas atendidas possam construir condições para seguir a vida com maior autonomia.
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