Mulheres representam 42,6% dos novos MEIs registrados em Chapecó


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Redação Santa Catarina em Pauta

Histórias de empreendedoras mostram como a formalização pode abrir novas oportunidades – Foto: Divulgação/PMC

As mulheres representam 42,6% dos microempreendedores individuais (MEIs) registrados em Chapecó entre 2023 e 2026. No mesmo período, elas responderam por 35,1% das 11.966 novas empresas abertas no município, segundo levantamento do Simplifica Chapecó.

Os dados indicam uma participação feminina significativa na abertura de negócios e na busca pela autonomia financeira. Entre as atividades mais comuns estão serviços, comércio, moda, saúde e estética.

Parte desse movimento envolve iniciativas de capacitação e orientação para quem deseja empreender ou formalizar uma atividade. É o caso do programa Chapecó com Elas, desenvolvido pela prefeitura em parceria com o Sebrae, que oferece consultorias, mentorias e cursos sobre gestão financeira, planejamento empresarial e habilidades socioemocionais.

Segundo a administração municipal, a iniciativa busca ajudar mulheres a estruturar seus negócios e ampliar as possibilidades de crescimento.

Capacitação ajuda a transformar ideias em negócios

A biomédica Darquila Gonçalves mora em Chapecó há nove anos e já havia tentado empreender antes de participar do programa. Após enfrentar dificuldades, decidiu retomar o projeto depois de concluir a graduação, há dois anos.

“Antes eu pensava somente em ganhar dinheiro, mas não cuidava de detalhes de custos”, relatou.

Com o apoio do Chapecó com Elas, ela afirma ter aprendido sobre gestão e formalização, além de receber orientações sobre CNPJ e alvarás. Também teve contato com ferramentas de inteligência artificial, que utilizou para desenvolver um site e um sistema próprio de gestão.

Darquila começou como microempreendedora individual e, posteriormente, ampliou a estrutura do negócio.

A artesã Claudineia Fátima Gwozdz também encontrou no programa uma oportunidade para formalizar sua atividade. Ela trabalhou durante três anos na informalidade e participou da segunda edição da iniciativa.

Segundo Claudineia, a formalização como MEI trouxe novas perspectivas profissionais, além de facilitar o acesso a oportunidades e benefícios destinados aos pequenos empreendedores.

“Foi muito mais do que um curso: foi um incentivo para acreditar no meu potencial, profissionalizar meu trabalho e transformar meu artesanato em um negócio com mais estrutura e perspectivas de futuro”, afirmou.

Serviços e comércio concentram negócios femininos

Em Santa Catarina, o empreendedorismo feminino tem presença expressiva em atividades como comércio de vestuário, beleza, saúde, alimentação e serviços administrativos. Mulheres de 35 a 59 anos formam uma parcela relevante desse grupo, segundo o panorama apresentado no levantamento citado pela administração municipal.

O fortalecimento dos pequenos negócios depende, entre outros fatores, de acesso à capacitação, orientação para a gestão e oportunidades de formalização. Em Chapecó, programas como o Chapecó com Elas buscam apoiar essa trajetória, desde os primeiros passos até a expansão das empresas.

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