Brasil é alertado sobre retaliação Árabe, Estado deve adotar estrutura semelhante ao Governo Federal, MDB se reúne hoje na Agronômica entre outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

Pinho Moreira se tornou o conselheiro de Moisés.

O governador eleito, Carlos Moisés da Silva (PSL), já está montando a sua equipe, porém, até o momento o silêncio impera a respeito dos nomes que ocuparão o primeiro escalão. O que se sabe até o momento é que Moisés segue fechado trabalhando com um grupo restrito, formado em sua maioria por militares de sua confiança.

Porém, um nome que vazou é o do tenente coronel, Luiz Carlos Balsan, comandante do 11º Batalhão dos Bombeiros Militares no Oeste, para ser o comandante geral no estado. Balsan não atendeu aos telefonemas, porém, segundo uma fonte, ele teria recusado o convite. Tanto ele como o atual comandante, João Valério Borges, devem ir para a reserva neste próximo ano, o que abre à possibilidade do atual subcomandante-geral, coronel Vanderlei Vanderlino Vidal, de ser alçado ao comando.

Balsan declinou do convite.

Um nome que deverá ocupar um espaço importante no governo, é o do presidente estadual, Lucas Esmeraldino. Ele embarca hoje para Brasília onde deverá acompanhar na quinta-feira (08) o julgamento da chapa de Jorginho Mello (PR), no caso de uma suposta irregularidade na filiação do segundo suplente, Beto Martins (PSDB). Esmeraldino conta com a possibilidade de cassação da chapa para assumir o mandato, ou que seja marcada uma nova eleição. Caso ele não tenha êxito no pleito, poderá ser nomeado como o secretário de Articulação Nacional, cargo que o colocaria próximo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), já que o titular da pasta fica na capital federal.

Esmeraldino: Senado ou secretaria.

Uma outra questão que ainda está sendo discutida, é que a reforma administrativa siga o mesmo modelo do Governo Federal. Ainda não há uma confirmação oficial, mas, podem haver fusões de secretarias, incluindo, uma possível mudança de nome, por exemplo, a Fazenda poderia ser transformada em Secretaria da Economia. “A ideia é que tenhamos os setores todos alinhados com os ministérios. Isso facilitará o contato e o envio de recursos. Se conseguirmos alinhar ficará melhor”, relatou uma fonte.

Também está confirmado que o governo não chamará deputados para ocupar secretarias, apenas pessoas sem mandato e com o perfil técnico. É possível que até a próxima semana, alguns nomes comecem a ser divulgados.

Mudanças

Segundo uma fonte ligada ao futuro governo de Carlos Moisés da Silva (PSL), apesar dos temores, é possível que não haja atraso nos salários dos servidores. “Salário é alimento, é algo sagrado”, afirmou. Já quanto as dívidas bilionárias, a fonte acredita que serão negociadas ao seu devido tempo. Para cortar gastos, Moisés poderá se aproveitar do fato de ter a maioria na Assembleia Legislativa, para mudar algumas leis. Um exemplo, é a lei criada pelo deputado estadual Gelson Merisio (PSD), que aumenta o percentual a ser repassado para a Saúde. A medida deverá ser derrubada. Além disso, melhorias nas BRs e recursos para socorrer o Estado devem ser discutidos diretamente com o Governo Federal.

Moreira com deputados

O almoço das terças-feiras da bancada do MDB, hoje sairá da Assembleia Legislativa e será realizado na Casa D’Agronômica. O governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), receberá os deputados estaduais e federais, atuais e eleitos. Na pauta, a reforma administrativa que deverá ser enviada ao parlamento ainda em seu mandato, além do posicionamento do partido nas esferas nacional e estadual. Tem quem defenda que o MDB seja da base do governo de Carlos Moisés da Silva (PSL) na Alesc, enquanto outras lideranças querem que o partido somente se alinhe em questões pontuais.

Presidências

Outros assuntos que estarão em pauta no almoço de hoje na Casa D’Agronômica, são as presidências da Assembleia Legislativa e do partido no estado. O governador Eduardo Pinho Moreira deseja presidir os emedebistas, tem recebido apoio, porém, o deputado federal eleito, Carlos Chiodini, e o senador Dário Berger também demonstraram interesse. Em relação a Alesc, a preferência no momento é pelo nome de Valdir Cobalchini, mas, os deputados Mauro De Nadal e Moacir Sopelsa, também querem comandar o parlamento.

Progressistas

João Amin pediu uma reunião

A pedido do deputado estadual reeleito, João Amin, o Progressistas deverá se reunir nos próximos dias. O pedido está na mão do presidente estadual do partido, Silvio Dreveck. Amin diz que o partido não se movimentou após a eleição, mas, que é preciso avaliar os resultados. Ele também quer saber qual será o posicionamento partidário em Brasília e aqui no estado.

Primeira retaliação

Ontem eu escrevi sobre a minha preocupação com as consequências de uma possível mudança da embaixada do Brasil em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém. O Egito foi o primeiro país a fechar as portas, ao cancelar de última hora uma visita do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, que começaria nesta próxima quinta-feira (08), encerrando no domingo (11). Oficialmente os egípcios informaram que houve mudança na agenda de suas autoridades, porém, a versão oficial é a declaração do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), de que mudará o local da embaixada, o que contraria a causa palestina. A Liga Árabe também já demonstrou contrariedade através de uma nota endereçada à embaixada brasileira no Cairo.

Liga Árabe se mostrou contrária a mudança da embaixada.

Prejuízo

Vale lembrar que os países árabes são o segundo maior comprador de proteína animal. No ano passado, as exportações chegaram aos US$ 13,5 bilhões. De tudo o que é exportado pelo Brasil, o Oriente Médio é o destino de 5,3%, sendo que nos últimos 12 meses foram embarcados US$ 11,6 bilhões em carnes para os países árabes. Já Israel, tem uma parceria muito pequena com o Brasil. O país hebreu comprou apenas US$ 256 milhões, o que representa 0,14% do que exportamos.

Risco

Hannun alerta para possíveis perdas para o mercado brasileiro.

Produtores de aves do Oeste catarinense olham a situação com preocupação, que ganha um motivo bem sólido. O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, afirmou categoricamente que a mudança da embaixada brasileira em Israel, de Tel Aviv para Jerusalém, abrirá as portas para os países produtores de carnes, concorrentes dos produtos do Brasil, a exemplo da Argentina, Austrália e Turquia. Mas também não podemos desconsiderar os EUA tomando o nosso mercado. Jair Bolsonaro (PSL) terá que rever o seu posicionamento, se não quiser começar um governo gerando um prejuízo milionário com efeito sem precedentes para o Brasil, sobretudo para Santa Catarina. Tudo isso, por um assunto que em nada contribuirá com o nosso país.

Demarcação

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou categoricamente de que não haverá mais demarcações de terra para indígenas no Brasil. Essa decisão, caso ele consiga cumpri-la, dará por fim a uma segurança jurídica inexistente atualmente para inúmeros produtores rurais. Demarcar terra produtiva para os indígenas é um crime contra o direito de propriedade, além de um retrocesso para o nosso setor produtivo.

Consulado

Ontem o governador Eduardo Pinho Moreira (MDB), recebeu uma visita do senador eleito, Jorginho Mello (PR), e de Diogo Mezzogiorno que disputou a eleição também ao Senado, não tendo sido eleito e, que atua na Câmara de Comércio Ítalo-Brasiliana. Eles conversaram e Pinho Moreira ouviu de Mezzogiorno, que há quatro anos está sendo trabalhado para que se tenha um consulado italiano no Brasil. Um protocolo já havia sido assinado com a “Farnesina”, que é o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Itália. Até o início do ano, um local deve ser destinado para o início das atividades consulares.

 

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