
Nesta quarta-feira (24), será lançado pelo Governo do Estado o edital da Via Mar, rodovia que fará a ligação entre a Grande Florianópolis e Joinville e que, quando pronta, deverá desafogar a BR-101. O evento está marcado para a Estação Experimental da Epagri, em Itajaí, às 9h30.
A obra está dividida em cinco trechos que, no total, deverão ter um custo de R$ 10 bilhões. O primeiro custará cerca de R$ 2,1 bilhões, e o restante será feito por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), com a empresa vencedora ressarcindo o Estado pelo valor que será pago no primeiro trecho com recursos do Tesouro. A assinatura será feita pelo governador Jorginho Mello (PL) e pelo secretário de Estado da Infraestrutura, Ricardo Grando.
Uma novidade é que a rodovia terá um limite de velocidade de 120 km/h. A ideia, segundo apurado, é que seja a rodovia mais rápida do Estado, ligando os dois extremos em pouco mais de uma hora, sendo que hoje o percurso é feito em cerca de três horas. No trajeto, os veículos passarão por Itajaí, Navegantes, Luiz Alves, Massaranduba, São João do Itaperiú e Guaramirim, além de uma ligação com o Contorno Viário da Grande Florianópolis.
Ainda não há informação sobre se os veículos de carga serão direcionados para a Via Mar, já que a ideia é agilizar o transporte das agroindústrias, sobretudo para os portos de Itajaí e São Francisco do Sul.
Erro estratégico

O pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), cometeu um erro estratégico em uma entrevista ao Informe Blumenau. Embora as críticas à relação do pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), sejam justas, pela relação que o liberal manteve com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por outro lado, tudo o que Rodrigues não precisa é de uma nova eleição verticalizada, ou seja, sob forte influência do pleito nacional.
Verticalização
Hoje, o cenário estadual aponta para uma reeleição do governador Jorginho Mello (PL) no primeiro turno. E a verticalização do pleito potencializa esse cenário, mesmo com Flávio Bolsonaro (PL) vendo o presidente Lula (PT) se distanciar dele e se consolidar no primeiro lugar nas intenções de voto. Mesmo assim, Flávio segue forte em Santa Catarina, e isso, para o projeto liberal, faz toda a diferença. Além disso, se o pleito catarinense realmente se nacionalizar, João Rodrigues (PSD) terá outro problema: Gelson Merisio (PSB), impulsionado pelo presidente, começará a brigar pela segunda colocação.
Ponto Zero
A partir das 8h05, convido você a assistir ao Ponto Zero, o noticiário matinal do Santa Catarina em Pauta. As primeiras informações que serão assunto ao longo do dia em todo o estado. Assista pelo YouTube ou acompanhe pelas redes sociais no Instagram, Facebook e X. O programa tem a apresentação da jornalista Adriane Werlang, com os meus comentários sobre política e economia estadual, além das participações dos colegas Anderson de Jesus, do Sul do estado; Arnaldo Zimermann, do Vale do Itajaí; Jean Carlo Lima, da Serra; e Luiz Veríssimo, do Norte do estado. Em breve, também teremos comentários diretamente do Oeste. Os assuntos da coluna você também vê no Ponto Zero.
Surpresa

O lutador e empresário Marcelo Brigadeiro (Missão) surpreendeu a todos ontem ao anunciar que estava retirando a sua pré-candidatura ao Governo do Estado. Uma fonte ligada ao seu partido informou que hoje, às 14h, ele fará uma live. Os pré-candidatos do Missão não foram informados sobre os motivos da decisão de retirar a pré-candidatura e estão na expectativa sobre o que será dito por Brigadeiro.
Crise no Novo

A coluna recebeu manifestações de diretórios do Novo em São José, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Biguaçu, Bombinhas e Tijucas contra o desconvite ao pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema, que viria ao Estado participar de um evento do partido no dia 4 de julho. A decisão de pedir a Zema que não venha partiu do diretório estadual, por conta das novas críticas feitas por ele contra o pré-candidato liberal, Flávio Bolsonaro (PL). Lideranças criticaram o presidente estadual, Kahlil Zattar, e algumas querem que ele deixe o comando do Novo no Estado. A insatisfação se deve ao fato de os diretórios não terem sido ouvidos antes do desconvite.
Projeto estadual
Apesar das manifestações de alguns diretórios, uma questão está posta: a cúpula estadual do Novo está fechada com o projeto junto ao PL, tendo o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo), como vice na futura chapa do governador Jorginho Mello (PL). Os deputados do partido e outros nomes da executiva estadual também defendem a aliança. Porém, a executiva estadual precisa ouvir esses diretórios sobre a questão Zema e tentar construir uma solução pacífica. Nunca é bom ter parte da base insatisfeita com os encaminhamentos do partido.
Policiais e bombeiros

Os praças da Polícia Militar e dos Bombeiros querem voltar a dialogar com o Governo do Estado. A categoria, que atua na linha de frente do combate ao crime, pede um novo plano de carreira. Eles querem a implementação de um modelo de ascensão profissional automática por evolução natural, o que, na prática, seria o fim da necessidade de provas internas para as promoções, baseando o avanço de graduação apenas na avaliação da carreira e no tempo de serviço. Os policiais alegam que a baixa criminalidade é fruto do trabalho realizado nas ruas.
Lamentável

A política tem apresentado casos claros de bajulação. Alguns políticos agem de forma vergonhosa ao homenagear figuras sem o mínimo de análise crítica e respeito à população. Na semana passada, o vereador de Balneário Camboriú, Renan Bolsonaro (PL), recebeu uma moção de louvor da Câmara de Vereadores de Tijucas, homenagem que teve como autor do pedido o vereador Écio Hélio de Melo. A justificativa chama atenção: “ter escolhido Santa Catarina para viver e prestar seus serviços”, além de “unir a juventude conservadora, criando novas lideranças”. Qual o serviço prestado por Renan à população de Tijucas? Será que não há pessoas com relevantes serviços prestados ao município que mereceriam a moção? A política precisa de gente mais qualificada.
CREA

À primeira vista, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-SC) e o LIDE habitam mundos opostos. Enquanto o Conselho é uma autarquia pública, o LIDE é um seleto grupo privado. A pergunta que ecoa entre os profissionais catarinenses é: o que essas duas entidades têm em comum? A resposta é simples: absolutamente nada. O atual presidente do Conselho, Kita Xavier, não é empresário, mas tem figurado nas rodas do LIDE SC. O problema central dessa relação é ético e financeiro. Membros da categoria afirmam que o presidente estaria gastando o dinheiro das anuidades. Prova disso é o empenho publicado no portal da própria autarquia, que revela um repasse de R$ 150 mil à entidade privada.
Críticas a Kita
Profissionais ouvidos pela coluna entendem que essa aproximação evidencia um grave afastamento dos deveres reais do CREA-SC. Segundo ouvi, o foco da gestão de Kita Xavier deveria se concentrar, irrestritamente, na missão institucional da autarquia: a fiscalização rigorosa do exercício ilegal da profissão e a luta constante pela devida valorização dos engenheiros e agrônomos de Santa Catarina. “Quando o CREA-SC canaliza verbas para financiar eventos corporativos, ignora as demandas de quem realmente o sustenta”, afirmou um engenheiro. Injetar R$ 150 mil dos profissionais em um patrocínio não é apenas questionável; trata-se de um puro e claro desvio de finalidade, que exige correção de rota imediata em respeito à categoria.
CPI dos Cartórios
O deputado estadual Ivan Naatz (PL) não conseguiu na Justiça a autorização para abrir, na Assembleia Legislativa, a CPI dos Cartórios. Para Naatz, a apuração do Parlamento é importante para esclarecer como funcionam os cartórios e por que alguns recebem milhões sem concorrência. “A CPI é um direito constitucional das minorias, sempre massacradas pelo poder econômico e político”, afirmou.











