Entidades empresariais discutem concessão de rodovias federais no Oeste antes de audiência da ANTT


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Reunião em Chapecó reuniu setores produtivos e instituições para formular propostas sobre o novo modelo de concessão das BRs-153, 282, 470 e 480 – Foto: Divulgação

O programa de concessão de rodovias federais no Oeste catarinense mobilizou entidades empresariais e representantes de instituições regionais em uma reunião realizada pelo Centro Empresarial de Chapecó (CEC), na terça-feira (2).

O encontro teve como foco a elaboração de propostas que serão levadas à audiência pública da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), marcada para a próxima terça-feira (9), em Chapecó. Outras audiências estão previstas para Blumenau (11) e Itajaí (12), dentro do processo de discussão do novo programa de concessões.

O governo federal prevê a concessão de trechos das rodovias BR-153, BR-282, BR-470 e BR-480 em diferentes lotes, que abrangem regiões do Oeste, Planalto e Vale do Itajaí. Entre os pontos em análise estão modelos de cobrança de pedágio, prazos contratuais e obrigações de investimento em obras.

Segundo representantes do CEC, a preocupação central é a compatibilização entre o início da cobrança tarifária e a execução das melhorias previstas, como duplicações e implantação de terceiras faixas. Há críticas de que parte das intervenções estruturais pode ter prazo mais longo, enquanto a arrecadação começaria antes.

Um dos trechos incluídos no Lote 3 prevê o acesso de Chapecó à BR-282 até o elevado da Avenida Leopoldo Sander, além do segmento até o entroncamento com a BR-153 em Irani. Também estão previstos trechos da BR-153 entre Irani e a divisa com o Paraná, além de segmentos da BR-470 integrados a outros lotes.

De acordo com o presidente do CEC, Helon Antônio Rebelatto, as entidades vão consolidar um documento com sugestões para ser apresentado na audiência pública. O grupo reúne 17 entidades empresariais com atuação em cerca de 110 municípios da região.

A reunião também contou com representantes da OAB, Observatório Social, Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), além de técnicos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que apresentaram contribuições técnicas sobre os trechos em debate.