
Herança é um substantivo feminino que exige complemento, se é boa ou ruim. No caso da prefeita Rejane Gambin, a que (provavelmente) vai receber de Adriano Silva em 2027 é “ótima”. Trata-se da estadualização do Hospital Municipal São José – um dos principais acordos do ex-prefeito de Joinville aceitar ser pré-candidato a vice de Jorginho Mello – possibilitar uma folga no orçamento de quase R$ 500 milhões/ano, recurso que em 2025 foi investido no Hospital Municipal São José. Com a estadualização do hospital e a consequente gestão por uma OS (Organização Social) sob a responsabilidade do Estado, a prefeitura de Joinville terá uma folga orçamentária significativa para investir em pavimentação (grande reivindicação nos bairros), mobilidade e na manutenção das ruas. Será a maior obra do Estado em Joinville.

Sindicato é contrário
O projeto de estadualização ainda não está concluído por uma comissão formada pelo Estado e Município, mas é possível antecipar que juridicamente os servidores do hospital continuarão vinculados ao município, com todos seus direitos preservados. Segundo uma fonte da prefeitura, a folha de pagamento corresponde a R$ 289 milhões/ano, valor que será assumido pelo Estado. Mesmo assim, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais classifica a estadualização como “terceirização dos serviços públicos” e marcaram uma manifestação de protesto para 7 de julho na Praça da Bandeira.

Aos 71 anos, Raimundo Colombo é o mais experiente entre todos os atuais pré-candidatos em Santa Catarina. Já foi prefeito de sua cidade (Lages) por duas vezes, deputado estadual, deputado federal, senador e governador apoiado por Luiz Henrique. Sem mandato eletivo, é atualmente um dos vice-presidentes do diretório nacional do PSD. No encontro com amigos ontem (12) pela manhã na tradicional Empadaria Jerke em Joinville, Raimundo Colombo mostrou um mapa em seu celular identificando as regiões dos atuais deputados federais catarinenses.
– A minha região (Serrana) não tem nenhum e poderá continuar sem. Por isso optei por ser candidato a deputado federal.
Votação em Joinville
Em suas duas tentativas para voltar ao senado, Colombo fez em Joinville 56.131 votos em 2018 (quinto colocado) e 27.540 em 2022 (quarto colocado). Sua meta é ultrapassar os 100 mil votos para estar entre os dois possíveis eleitos de seu partido PSD (o outro ele aponta o presidente da Assembleia Legislativa Júlio Garcia).

Clenilton será segundo suplente de Lunelli
Antes da comitiva seguir para um evento na Associação Comercial e Industrial de Araquari, o pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD), seu pré-candidato a vice Carlos Chiodini (MDB) e o recém lançado pré-candidato a senador Antidio Luneli estiveram na residência do ex-prefeito Clenilton Pereira no Bairro da Corveta. O convite foi feito e aceito: Clenilton será o segundo suplente na chapa de Lunelli ao senado. O primeiro suplente já estava escolhido, o jovem empresário de Curitibanos Brahian Popinhak, também do União Brasil, que foi derrotado na última eleição para prefeito em seu município.
Joinville sem representante
Enquanto Jorginho Mello (PL) tem como seu pré-candidato a vice-governador Adriano Silva, a coligação de apoio a João Rodrigues não conta com ninguém de Joinville na chapa majoritária, pelo menos até agora. A derradeira chance será a segunda suplência de Esperidião Amin ao senado. Afinal, a primeira é do ex-deputado e ex-prefeito de Ituporanga Rogério Peninha Mendonça (MDB).
Fim da novela
A última esperança do ex-vereador Cleiton Profeta (PL) de retornar à Câmara de Vereadores de Joinville acabou na última segunda-feira. O desembargador Vilson Fontana não aceitou o agravo de instrumento da defesa do ex-vereador. Na sua sentença, o representante do Tribunal de Justiça ressaltou que “há inexistência de vícios que maculam o procedimento administrativo” e que a intimação feita pela comissão processante foi feita de todas as formas possíveis. E concluiu: “o devido processo legal foi efetivamente cumprido”.
Tupy livre de indicações políticas?
Em nota ao mercado, a multinacional de Joinville Tupy (Tupy3) informou que José Múcio Monteiro Filho pediu demissão de seu cargo no conselho da empresa, uma indicação do maior acionista individual, o BNDESpar. Múcio é ministro da defesa do governo Lula. Por coincidência ou não, a saída aconteceu 10 dias depois da posse do novo CEO, Ricardo Schlorke Burmann.

Eficiência da Polícia Militar
Um assassinato que chocou Joinville no início da semana acabou comprovando a agilidade da Polícia Militar de Joinville. Dois homens com uniforme de uma empresa privada entraram na barbearia de Paulo Sérgio Silva Caetano, 29 anos, no Bairro Jardim Paraíso. Após entrarem, perguntaram sobre o preço e, quando o barbeiro estava distraído, ambos sacaram pistolas automáticas e deram mais de 10 tiros na vítima, que morreu no local. A dupla fugiu em direção à Estrada da Ilha em uma moto. As viaturas foram acionadas e em menos de 30 minutos eles foram presos após tentarem fugir pela mata na região próxima ao Kartódromo.
Quem foi o mandante?
As investigações estão com o veterano delegado Dirceu Silveira Júnior da Delegacia de Homicídios. Os acusados teriam confessado que a morte foi encomendada por que a vítima pertencia a uma facção rival. O nome do mandante e nem a facção a que pertence não foram divulgados.
Curtas
– A relação dos 10 últimos senadores eleitos por Santa Catarina, a metade nasceu em outros estados.
– Três deles no Rio Grande do Sul (Casildo Maldaner, Leonel Pavan e Vilson Kleinubing).
– Ideli Salvatti nasceu em São Paulo e o atual senador Jorge Seif Júnior no Rio de Janeiro.
– Informações não oficiais indicam que em breve haverá um mandato de prisão para um prefeito da região.


