
A filial brasileira do JP Morgan Chase & Co elevou de “neutra” para “overnight” as ações da TUPY 9(TUPY3) e projetou para R$ 18,00 o seu preço-alvo. A maior instituição financeira dos Estados Unidos e um dos maiores bancos de investimentos e gestão de fortuna do mundo justificou a sua recomendação pelos “avanços na governança corporativa” com a posse do novo CEO, mudança classificada como “favorável ao mercado” e mudanças no conselho de administração.
Boa notícia
O banco norte-americano prevê um aquecimento futuro no segmento de veículos comerciais pesados na América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México), principal mercado da multinacional joinvilense. Segundo o JP Morgan, a melhora no segmento de veículos pesados, principalmente nos Estados Unidos, a projeção de lucro por ação para 2027 e 2028 (“respectivamente 7% e 8% acima do consenso”) refletem uma “recuperação das margens ainda não precificada pelo mercado”.

Nomeações do governo federal
Há pelo menos dois anos e após o desligamento do ex-presidente Fernando Rizzo, a Tupy vem passando por um período que desconhecia há anos: queda das ações e do lucro líquido, mudança de gestão e dificuldades entre o conselho e acionistas minoritários. Em 2023, por exemplo, o BNDESpar indicou dois ministros do governo Lula para o conselho de administração. Dois anos depois, os mandatos de Carlos Lupi (Trabalho) e Anielle Franco (Igualdade racial) não foram renovados, talvez pela repercussão negativa entre os acionistas minoritários. Contudo, o BNDESPar (maior acionista individual com 28,2%) voltou a indicar outro ministro, desta vez o da Defesa José Múcio Monteiro Filho, que pediu demissão após 117 dias no conselho “por questões pessoais”.
Maior empregadora privada
Com fábricas no México (duas) e na Europa (Portugal) , a Tupy é a maior empregadora privada de Joinville, atrás apenas da Prefeitura Municipal. Em março de 2025, a multinacional anunciou a saída de seu presidente Fernando Rizzo com justificativas não convincentes. Em seu lugar assumiu Rafael Lucchese, na época presidente do conselho do BNDES. Menos de um ano depois renunciou. As mudanças na presidência e a intervenção governamental no conselho despertaram preocupação em Joinville.


