Jogo de futebol adia julgamento por homicídio


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Luiz Veríssimo

Foto: redes sociais / A vítima Sérgio Roberto Lezan

Pela primeira vez na história da Comarca de Joinville e talvez do Poder Judiciário catarinense, uma sessão do tribunal do júri foi adiada para que os membros do júri e acompanhantes não perdessem o jogo da seleção brasileira contra o Japão. Com início previsto para às 9 horas, o julgamento certamente iria prosseguir até a noite e até terminar no dia seguinte – ele foi transferido para hoje (30). No banco dos réus os três acusados de executarem em Major Vieira (SC) Sérgio Roberto Lezan, primeiro suplente de vereador, ex-secretário de obras e policial militar aposentado.

Primeira fase

Adriano Cordeiro (o atirador), Jânio da Silva (motorista da moto) e Daniel Pereira (organizador) serão julgados por homicídio qualificado nesta terça-feira durante a primeira fase do julgamento. Na segunda fase, sem data definida, os jurados julgarão o empresário Luiz Alberto Benso, acusado de encomendar em 2022 o assassinato que chocou a pequena cidade de pouco mais de 7 mil habitantes no Planalto Norte, distante 338 quilômetros de Florianópolis.

Vingança

Segundo informações dos autos e incluídas na sentença do Superior Tribunal de Justiça que manteve a prisão a sua prisão preventiva do acusado de encomendar o crime, Benso teria contratado a morte de Lezan por um suposto relacionamento com sua filha. No início de 2022, os contratados esperaram a vítima sair do ginásio de esportes e o executaram ao lado do carro.

Mudança de comarca

O julgamento deveria ter acontecido no ano passado na comarca de Canoinhas, mas alegando um clima hostil que poderia influenciar os jurados, o Ministério público conseguiu a transferência para Joinville, que está distante 200 quilômetros de Major Vieira.

Foto: Divulgação / Desta vez não há dinheiro público

Mais uma ação do Gaeco na região

 A 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de São Bento do Sul, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), iniciou ontem (29) uma operação para investigar um suposto esquema de fraude imobiliária, estelionato, lavagem de dinheiro e possíveis indícios de pirâmide financeira.

Empresários investigados

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva contra empresários de São Bento do Sul, Campo Alegre, Itapoá e Joinville. O alvo das investigações é um prédio em construção – agora paralisada – em São Bento do Sul, que teria sido utilizado para atrair investidores com a promessa de altos lucros.

Padrão de vida incompatível

Enquanto a construção permanecia paralisada, os responsáveis pelo empreendimento continuavam ostentando um padrão de vida incompatível com a situação financeira da obra, segundo o Ministério Público. Os nomes não foram divulgados pelo MPSC.

Novo líder do governo

O vereador Lucas de Sousa (Republicano) é o novo líder do governo na Câmara de Vereadores de Joinville. Ele substitui Neto Peters (NOVO), que é pré-candidato a deputado estadual. A bancada do Republicano tem ainda Brandel Júnior, também pré-candidato a deputado estadual.

Quem será o suplente?

Líder do governo na Assembleia Legislativa, Maurício Peixer (PL) recebeu a pré-candidata ao senado Caroline de Toni (PL) e um grupo de amigos em seu apartamento em Joinville. O ex-secretário da Casa Civil Kennedy Nunes esteve entre os convidados, mas não será suplente de Caroline de Toni, nem o primeiro e nem o segundo, garantiu uma fonte à coluna.

Só uma segunda suplência

Os pré-candidatos ao Senado Esperidião Amin (PP) e Antídio Lunelli (MDB) já definiram seus primeiros suplentes e nenhum deles é de Joinville. Como Lunelli também escolheu o ex-prefeito de Araquari Clenilton Pereira (UB) como seu segundo suplente, falta Amin definir o seu, provavelmente alguma liderança do MDB de Joinville.

História de suplente

Em 1982, o radialista Ildo Campello foi cogitado para ser segundo suplente de Jorge Bornhausen. Com prestígio em alta, ele se sentiu desprestigiado com a segunda suplência e mandou avisar que não aceitaria. Depois anos depois, Bornhausen assumiu o ministério da educação e assumiu a cadeira o empresário Ivan Bonato (Perdigão). Campello passaria para primeiro suplente e poderia ter assumido como senador por um período.

Curtas

– Durante entrevista ontem em Joinville ao programa de Osman Lincoln, o pré-candidato a governador João Rodrigues (PSD) garantiu que uma obra como a Rodovia Beira-Mar “leva uns 30 anos”.