Epagri pesquisa uso de variedades próprias de milho para reduzir custos na produção de silagem


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Redação Santa Catarina em Pauta

Estudo mede produtividade, qualidade nutricional e viabilidade econômica de milho usada na alimentação do gado leiteiro – Foto: Secom

Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) estão avaliando o potencial de variedades próprias de milho na produção de silagem, principal alimento conservado utilizado na pecuária leiteira. O objetivo é verificar se os materiais desenvolvidos pela instituição podem oferecer desempenho semelhante ao de híbridos comerciais, com menor custo para os produtores.

O estudo é conduzido pelo Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar (Cepaf), em Chapecó, e pela Estação Experimental de Campos Novos. As pesquisas envolvem as variedades de polinização aberta (VPAs), comparadas a dois híbridos comerciais de diferentes níveis tecnológicos.

Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), o projeto começou em 2025 e deve ser concluído no segundo semestre de 2027. Os ensaios estão sendo realizados simultaneamente em Chapecó e Campos Novos, em condições climáticas distintas, e serão repetidos na safra 2026/27 para validar os resultados.

Além da produtividade, os pesquisadores avaliam indicadores como valor nutritivo da silagem, custo de produção, eficiência alimentar e potencial de conversão da forragem em leite. A partir dos dados, será possível calcular o potencial de produção de leite por hectare, informação considerada estratégica para orientar a tomada de decisão dos produtores.

Resultados preliminares indicam que as variedades de polinização aberta apresentam rendimento de matéria verde e matéria seca semelhante ao observado em híbridos de média tecnologia. Caso os dados sejam confirmados até o fim do estudo, os pesquisadores avaliam que essas variedades poderão representar uma alternativa economicamente viável para os produtores, especialmente por exigirem menor investimento inicial. As sementes das VPAs, inclusive, estão disponíveis por meio do Programa Terra Boa.

A pesquisa ganha relevância em um estado que possui mais de 20 mil propriedades comercializando leite. Santa Catarina produz anualmente cerca de 10 milhões de toneladas de milho para silagem, cultivadas em aproximadamente 220 mil hectares. A cadeia leiteira é a terceira mais importante da agropecuária catarinense em valor bruto de produção, atrás apenas dos setores de aves e suínos.

Segundo a Epagri, os resultados do estudo deverão subsidiar recomendações técnicas para o setor leiteiro, contribuindo para a redução de custos, o aumento da eficiência alimentar dos rebanhos e o fortalecimento da agricultura familiar no estado.

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