
A Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) apresentou um balanço das mudanças implementadas desde 2025, período em que passou a atuar também na gestão compartilhada de cinco Centros de Educação Profissional (Cedups Agrotécnicos) com a Secretaria de Estado da Educação. No início de 2026, a empresa também assumiu a gestão das 11 Casas Familiares Rurais do Estado, ampliando sua atuação para a área de ensino e passando a atender mais de 2 mil estudantes. Segundo a instituição, a iniciativa busca contribuir para a formação de novos profissionais e incentivar a sucessão familiar no campo.
A empresa também informou que promoveu a maior contratação de sua história em 2025, com a admissão de 457 concursados, número que deverá chegar a cerca de 600 até o fim de 2026. Os novos profissionais reforçam as equipes de pesquisa, extensão rural e educação. No mesmo período, a Epagri contabilizou investimentos de R$ 88,9 milhões, sendo R$ 51,7 milhões destinados à pesquisa agropecuária, R$ 25,6 milhões para extensão rural e R$ 11,6 milhões para ações voltadas ao ensino.
Na área de pesquisa, a instituição informou ter executado 391 projetos e disponibilizado 20 novas tecnologias ao setor agropecuário em 2025. Entre os destaques estão novas variedades de alho, banana e o cultivar de arroz SCSBRS126 Dueto, desenvolvido em parceria com a Embrapa e a Udesc. A empresa também registrou avanços na extensão rural, com presença em todos os municípios catarinenses, atendimento a mais de 132 mil produtores e a realização de aproximadamente 268 mil ações técnicas, além da elaboração de projetos que viabilizaram R$ 610,5 milhões em financiamentos para produtores rurais.
Outro destaque apresentado foi a atuação na área ambiental. A Epagri passou a compartilhar a gestão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e informou ter realizado mais de 12 mil novos cadastros e cerca de 10 mil retificações. A empresa também destacou ações voltadas à agricultura de baixa emissão de carbono, afirmando que suas tecnologias contribuíram para a mitigação de aproximadamente 8,8 milhões de toneladas de carbono equivalente em 2025, além da expansão de sistemas como o Plantio Direto de Grãos e da recuperação de pastagens degradadas.
Entre os projetos em andamento, a instituição também destacou a preparação do programa SC Rural 2, que prevê investimentos de US$ 150 milhões nos setores agropecuário e pesqueiro ao longo dos próximos seis anos, com recursos financiados pelo Banco Mundial e contrapartida do Governo do Estado. Conforme a Epagri, o programa tem como objetivo apoiar iniciativas de infraestrutura, inovação e sustentabilidade voltadas ao desenvolvimento da agricultura familiar e da atividade pesqueira em Santa Catarina.
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