
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) divulgou a proposta apresentada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Governo Federal para ampliar a política da Nova Indústria Brasil (NIB) como forma de reduzir os impactos do aumento das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A sugestão prevê a criação de uma sétima missão transitória na política industrial, voltada ao apoio dos setores mais afetados pelo chamado tarifaço, que deve atingir 26,2% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano com uma tarifa adicional de 25%.
A proposta foi apresentada pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, em reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Rosa. A iniciativa prevê a formação de um grupo de trabalho entre governo, federações estaduais da indústria, associações setoriais e sindicatos para elaborar medidas de apoio às empresas impactadas. “Nossa ideia é construir um plano de ação, em parceria com as 27 federações estaduais de indústria, associações setoriais, sindicatos e governo para juntos desenvolvermos uma proposta que dê suporte à indústria brasileira neste momento tão delicado”, afirmou Alban.
Segundo a CNI, a criação da nova missão não substitui as negociações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, mas busca oferecer uma resposta aos segmentos industriais mais prejudicados pelas novas tarifas. A entidade também defende que o debate seja conduzido com foco em soluções de longo prazo, sem interferências políticas ou eleitorais.
Lançada em 2024, a Nova Indústria Brasil completou dois anos em janeiro de 2026 e reúne cerca de R$ 750 bilhões em linhas de crédito voltadas à modernização do setor industrial. Estruturada atualmente em seis missões e com vigência até 2033, a política tem como objetivo estimular a neoindustrialização, a inovação tecnológica, a digitalização e a transição ecológica da indústria brasileira.
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