
O governo de Santa Catarina e dirigentes da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc) participaram, na manhã desta terça-feira (21) de uma agenda conjunta de alinhamento sobre os impactos da nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos.
Durante o encontro, o presidente da Fiesc, Gilberto Seleme, apresentou dados levantados até o momento e projeções sobre os possíveis reflexos da medida para a indústria catarinense. Técnicos da equipe econômica do estado acompanharam as tratativas e contribuíram com a análise dos cenários discutidos.
Na oportunidade, o secretário Cleverson Siewert (Fazenda) reforçou o compromisso do governador Jorginho Mello em manter diálogo permanente com o setor produtivo. A prioridade é ouvir as demandas da indústria e avaliar, dentro das possibilidades legais, alternativas que possam contribuir para mitigar os efeitos da medida sobre a economia do estado.
O secretário observou que o período eleitoral impõe limitações à adoção de determinadas iniciativas por parte da administração pública, mas ressaltou que o estado seguirá atuando de forma responsável, técnica e colaborativa na busca por soluções e no enfrentamento dos desafios impostos pelo novo cenário.
“A indústria catarinense é extremamente relevante economicamente, abrangendo cerca de 35% dos empregos formais e 30% do PIB. Naturalmente, o mercado externo tem grande participação neste contexto. Esse é um momento importante para o alinhamento de expectativas de lado a lado. Formamos um grupo de trabalho para, em conjunto, transformar dados em informações que vão nos levar às melhores decisões possíveis. A exemplo do ano passado, estamos confiantes de que teremos boas notícias para os empresários catarinenses”.
Durante o encontro, o secretário Paulo Bornhausen (Articulação Internacional) destacou que o mercado externo sempre foi determinante para o crescimento econômico e a geração de renda em Santa Catarina, de modo que o estado precisa se antecipar às mudanças no comércio internacional. O cenário de disputas comerciais entre grandes potências deve se tornar permanente, reforçou Bornhausen, o que exige caráter contínuo por parte do comitê formado para tratar do tema.
“Estados que têm indústria forte são Estados que têm renda alta”, afirmou, reforçando que Santa Catarina não pode permitir um retrocesso em sua posição econômica e que o governo seguirá trabalhando de forma integrada com a Fiesc na defesa dos setores mais afetados pelas tarifas, ao mesmo tempo em que identifica oportunidades para empresas ainda não voltadas à exportação.
Como encaminhamento da reunião, governo estadual e a Fiesc acordaram manter um canal permanente de diálogo e acompanhamento da situação nos próximos dias. O objetivo é compartilhar informações atualizadas, avaliar os desdobramentos da medida e construir, de forma conjunta, alternativas que contribuam para reduzir os impactos sobre a economia catarinense e preservar a competitividade das empresas do estado.
Também participaram da reunião os secretários Leodegar Tiscoski (Indústria, Comércio e Serviços) e Arão Josino da Silva (Planejamento).
Acesse o nosso Canal no WhatsApp!
Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!
Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.
Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do SCemPauta.
Acesse e siga agora:
https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t
E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!








