
Por Roberto Borba
Jornalista – Correspondente JBNEWS
Gerente adm do Imetro-SC
Ex-secretário Estadual de Comunicação do Grande Oriente de Santa Catarina
A história da comunicação em Santa Catarina não é apenas uma sucessão de datas, mas um eco de coragem que ressoa desde 28 de julho de 1831. Foi nesta data, com a fundação do jornal “O Catarinense” por Jerônimo Coelho, que demos o primeiro passo na construção do que hoje chamamos de imprensa catarinense.
Quase dois séculos se passaram desde aquele marco inaugural. De lá para cá, muita coisa mudou — principalmente a velocidade. Se antes o jornal precisava de tempo para ser composto e impresso, hoje a notícia nasce, amadurece e se espalha em uma fração de segundos. A era digital nos trouxe a onipresença da informação, mas, com ela, novos dilemas.
Na minha modesta opinião, o grande desafio contemporâneo não é a tecnologia, mas a nossa postura diante dela. Independentemente de quão ágil seja a ferramenta, o norte deve ser sempre o mesmo: a “luz da verdade” e a “clareza dos fatos”. Em um mundo repleto de ruídos, o jornalismo de qualidade se mantém pela precisão, pela ética e, acima de tudo, pela retidão na apresentação dos fatos. Opinião, sim; mas sempre baseada em uma visão justa da realidade.
Neste Dia da Imprensa Catarinense, deixo aqui meu reconhecimento a todos os colegas — da escrita, do rádio, da TV e do digital. A bravura com que enfrentam o cotidiano para apurar e divulgar o que acontece no nosso Estado é o que sustenta a democracia. É essa dedicação que confere à imprensa o título de “quarto poder”, sendo a voz vigilante que fiscaliza as engrenagens do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.
Aos colegas jornalistas, fica o brinde: que a nossa saúde, nossa força e nossa união sejam tão constantes quanto a nossa missão de informar.









