Serviços lideram criação de empregos formais em Santa Catarina no primeiro semestre


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Redação Santa Catarina em Pauta

Segmento respondeu por 26,6 mil das 63,1 mil vagas com carteira assinada criadas no estado / Divulgação

O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos formais em Santa Catarina no primeiro semestre de 2026. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o segmento registrou saldo de 26,6 mil vagas, superando a indústria, com 25,3 mil, e a construção civil, que somou 11,2 mil novos postos. No período, o estado acumulou saldo positivo de 63,1 mil empregos com carteira assinada, enquanto o comércio encerrou o semestre praticamente estável, com apenas 136 vagas.

Na avaliação do presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o desempenho dos serviços sustentou o resultado estadual, mas o cenário do comércio exige atenção. “O desempenho dos serviços foi bastante favorável e sustentou a geração de empregos no estado, porém há uma preocupação com o comércio, que ficou praticamente estável, inclusive com algumas áreas registrando mais demissões do que admissões ao longo do semestre”, afirma.

Entre as atividades de serviços, o maior destaque foi para Atividades Administrativas e Serviços Complementares, responsáveis por 8.879 vagas. Também apresentaram resultados positivos os segmentos de Atividades Profissionais, Científicas e Técnicas, Transporte, Armazenagem e Correio, Administração Pública e Educação. Em contrapartida, Alojamento e Alimentação registrou saldo negativo de 1.758 vagas, enquanto Atividades Financeiras e de Seguros também fecharam o período com leve retração. No comércio, o resultado foi impulsionado pelo atacado, combustíveis e comércio de veículos, mas houve perdas expressivas em segmentos como vestuário, supermercados e equipamentos de informática.

Apesar do saldo positivo, os dados apontam desaceleração na criação de empregos ao longo do semestre, especialmente a partir de abril. Para Dagnoni, fatores econômicos e o cenário político ajudam a explicar essa perda de ritmo. “O resultado geral de Santa Catarina continua bastante positivo, mas é importante observar que a geração de empregos vem desacelerando mês a mês. Isso está relacionado a uma taxa de juros elevada por um período muito longo, superior a quatro anos, além da cautela típica em função da proximidade do ano eleitoral e de fatores externos, como tensões geopolíticas”, observa.

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