
Na coluna de sexta-feira, abordei o sentimento de desconfiança do ex-vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PL) em relação à deputada federal Caroline de Toni (PL). Ele teria ficado extremamente irritado com uma gravação que vazou, na qual aparecia a parlamentar ao lado do vice-prefeito de Itajaí, Rubens Angioletti (PL), e da deputada estadual Ana Caroline Campagnolo, que abandonou a gravação quando foi citado o seu nome.
Neste final de semana, o clima esquentou ainda mais com a manifestação do candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), praticamente impondo a Campagnolo que gravasse um vídeo de apoio à candidatura de Carlos. “Preciso dele e da @carolinedetoni no Senado em 2027. Caso não possa fazê-lo, vou compreender, mas também compreenda se eu te pedir pra não usar mais minha imagem nem a de Jair Bolsonaro. Posso contar com você?”, questionou.
Um dos trechos da resposta da parlamentar diz que ela está à disposição de toda a nominata majoritária para contribuir com gravações e demais ações de campanha que fortaleçam o projeto do PL. “Até o momento, não recebi mais nenhuma solicitação nesse sentido, mas sigo à disposição”, escreveu.
Nas redes sociais, apesar de manifestações favoráveis à imposição de Flávio, por outro lado, há muitos comentários apoiando Ana Campagnolo e até mesmo reprovando a mensagem do candidato a presidente. “@flaviobolsonaro lamentável essa pressão e ameaça. Vou repensar meu voto em você. Meu voto e da minha família será de @anacampagnolo e @esperidiaoamin e @carolinedetoni”, escreveu um dos seguidores.
Nos bastidores, corre a informação de que Flávio se manifestou após ter sido pressionado por Carlos Bolsonaro. A leitura é que, para um candidato a presidente reagir a uma postagem de uma deputada estadual só porque ela não apoia o seu irmão, é um claro sinal de descompasso com a realidade. “O Flávio com toda essa dificuldade em relação ao voto feminino, não está podendo jogar fora o apoio de aliadas”, questionou uma liderança liberal.
Vale lembrar que a previsão é de que Campagnolo passe dos 150 mil votos e seja uma puxadora do PL para ampliar o seu domínio territorial na Assembleia Legislativa. Além disso, ela conseguiu conquistar um eleitorado fiel ao seu mandato, no caso, bolsonaristas, mas muito ligados às suas pautas. Nos bastidores, tem quem entenda que isso estaria preocupando a campanha de Carlos, a ponto de pedir a Flávio que impusesse uma manifestação da parlamentar.
Resta saber se a deputada cederá à pressão de Flávio ou se manterá a sua postura. Ela nunca escondeu a sua reprovação à candidatura de Carlos por Santa Catarina, além de não ter superado as ofensas feitas pelo ex-vereador carioca quando se posicionou a favor de De Toni.
Campagnolo passa, neste momento, por uma verdadeira prova em relação à força de seu mandato e ao quanto essa força lhe permite sustentar a posição contrária a uma candidatura que foi imposta ao PL catarinense. A questão é saber se manterá sua posição ou se cederá a uma pressão que já não pode ser vista apenas como direcionada a uma deputada, mas como uma imposição a todo um estado.
Contextualizando
Flávio Bolsonaro (PL) pressionou a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) em um comentário feito em um vídeo postado por ela. Na gravação, feita a convite do próprio Flávio, Ana fala sobre a defesa das mulheres sem ataques aos homens.
Disputa
Também nos bastidores, é visto que uma disputa entre Carlos Bolsonaro (PL) e Caroline de Toni (PL) é quase inevitável, mesmo sendo uma eleição com dois votos. A questão é o desempenho do senador Esperidião Amin (Progressistas). Uma fonte revelou que Carlos está de olhos voltados para os movimentos de De Toni, tanto que escalou uma liderança do PL com mandato para “fiscalizar” o que Caroline tem feito. Além disso, ele teria feito chegar ao ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) uma reclamação de que Caroline não estaria colaborando conforme o esperado. “O Carlos está determinado a conseguir o mandato, custe o que custar”, relatou a fonte.
Sem marqueteiro

O publicitário Juarez Guedes não é mais o marqueteiro do candidato ao Governo do Estado João Rodrigues (PSD). Não houve um acordo entre eles sobre o direcionamento da campanha. O relato é que o clima chegou a ficar tenso. Por isso, houve o entendimento de dispensar o trabalho do marqueteiro, que tinha uma visão diferente sobre os rumos da campanha. Questionado, Rodrigues disse que ele mesmo será o marqueteiro da campanha, embora tenha quem diga que outro nome estaria sendo sondado.
Filiação

O prefeito de Jaraguá do Sul, Jair Franzner, oficializou sua filiação ao Partido Liberal. Após uma série de reviravoltas envolvendo o seu futuro político, o ex-emedebista assinou a ficha durante evento realizado no sábado. A filiação reuniu lideranças do partido. Estiveram presentes os deputados federais Júlia Zanatta e Zé Trovão, o senador Jorge Seif Júnior e os deputados estaduais Sargento Lima e Maurício Peixer. O governador Jorginho Mello abonou a ficha de Franzner. O candidato a vice-governador Adriano Silva (Novo) também participou do ato.
Único nome

A vereadora Edi Folle deverá ser a única candidata a deputada federal pelo PSD partindo de Chapecó. A informação é de que o empresário Ricardo Lunardi poderá não disputar. Outros nomes sondados também não aceitaram ir para a disputa. Confirmada a informação, Edi terá um campo aberto em seu município para trabalhar durante a eleição.
Serviço funerário

Blumenau poderá adotar um novo modelo para a prestação dos serviços funerários no município. A Câmara de Vereadores aprovou o Projeto de Lei, de autoria do Executivo, que incorpora uma sugestão apresentada pelo vereador Diego Nasato (Novo) e inclui o credenciamento entre as modalidades de outorga do serviço. O Executivo encaminhou à Câmara a alteração da Lei Municipal, permitindo que, além dos atuais modelos de concessão e permissão, o município possa credenciar empresas interessadas em prestar o serviço funerário. Pelo modelo, o credenciamento poderá permanecer aberto, permitindo a habilitação das empresas que cumprirem os requisitos técnicos e operacionais estabelecidos pelo município.
Serviço público
A mudança no serviço funerário em Blumenau não retira o caráter público. A fiscalização e a regulação continuarão sob responsabilidade da Prefeitura, por meio da Central Única de Atendimento do Serviço Funerário. Segundo o vereador Diego Nasato (Novo), a proposta amplia as alternativas para que o município possa estruturar um modelo mais eficiente. “A inclusão deste modelo pioneiro no país permitirá que todas as empresas que atenderem aos requisitos estabelecidos no credenciamento possam operar, promovendo maior liberdade econômica e ampliando a concorrência no setor”, afirmou.
Coordenadores

O deputado federal Rafael Pezenti (MDB) reuniu, no sábado, em Ituporanga, coordenadores regionais que estarão à frente de sua campanha à reeleição. O encontro reuniu prefeitos, vereadores, ex-prefeitos, secretários municipais, ex-secretários de Estado, empresários e lideranças comunitárias. A coordenação geral ficará nas mãos do ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça, antecessor e uma das principais referências políticas de Pezenti. A reunião também serviu para alinhar as coordenações regionais e definir as primeiras diretrizes de atuação nos municípios.
Serra do Tabuleiro
Uma decisão do Supremo Tribunal Federal poderá ter reflexos importantes aqui no estado nesta semana. Os ministros têm previsto para quarta-feira (12) o julgamento da ADI 5385, processo que envolve as mudanças realizadas pelo Estado nos limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro. A discussão alcança a legislação catarinense que, além de modificar a delimitação do parque, criou o Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras de Massiambu. O que estará nas mãos dos ministros é a definição sobre a constitucionalidade das alterações feitas na proteção e organização territorial da região. O julgamento está previsto para a sessão plenária que começa às 14h.
Licenciamento ambiental
Também na quarta-feira (12), o Supremo Tribunal Federal deverá enfrentar questionamentos relacionados às novas regras do licenciamento ambiental brasileiro, tema que interessa tanto ao setor produtivo quanto ao Governo do Estado e aos municípios. O julgamento reúne as ADIs 7913, 7916 e 7919 e a ADC 102. Entre as discussões está até que ponto a legislação pode simplificar a autorização de atividades e empreendimentos sem reduzir as garantias de proteção ambiental previstas na Constituição. Um dos pontos que merecem atenção é a Licença Ambiental Especial, criada para empreendimentos considerados estratégicos. Também estão sob análise mecanismos que permitem procedimentos mais simplificados para determinadas atividades, além dos critérios utilizados para definir quando cada modalidade poderá ser aplicada.
Bueno é homenageado

O advogado e especialista em segurança pública Márcio Bueno recebeu a Medalha “O Desbravador”, em Chapecó. A homenagem, segundo o vereador Valdemir Stobe Tigrão (PSD), reconhece sua trajetória profissional e a contribuição ao município. Advogado desde 2005, Bueno passou a atuar também na área da segurança pública a partir de 2018, especializando-se em Gestão e Inteligência e em Políticas e Gestão em Segurança Pública. Desde 2023, preside o Conselho de Segurança do Município de Chapecó (CONSEM), onde atua na integração das forças e na coordenação de ações conjuntas. Palestrante, Bueno é professor nas áreas de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado.








