
Durante sua primeira administração (1977/1982), Luiz Henrique promoveu uma grande expansão do perímetro urbano, incluindo um avanço em áreas de plantação de arroz, principalmente no bairro Vila Nova – recebendo muitas críticas pelo desaparecimento de arrozeiras. Mais de quatro décadas depois, a Prefeitura de Joinville está prestes a criar uma segunda zona de expansão urbana que incluirá a histórica Fazenda Pirabeiraba, local onde funcionou a maior indústria da região por décadas, a Usina de Açúcar Conde Aumale.
Primeira comissão já aprovou
O projeto está tramitando na Câmara de Vereadores e, se for aprovado, como tudo indica, criará o maior bairro de Joinville dentro da Zona de Expansão Urbana Caminho Curto, que se estenderá desde o Rio Cubatão até a divisa com Garuva. Para se ter uma ideia do tamanho da área, só para atravessar a Fazenda Pirabeiraba é preciso percorrer 21 km. Tecnicamente, é Joinville emendando com Garuva.

Maior centro industrial
Em 1848, quando a Família Real Francesa foi exilada na Inglaterra em razão dos protestos contra o Rei Filipe I, que abdicou do trono, seu filho Príncipe de Joinville perdeu todas as propriedades em solo francês e foi obrigado a vender o dote (futura Colônia Dona Francisca) que recebeu pelo seu casamento com a Princesa Francisca, filha de Dom Pedro I. Em 1861, ele também vendeu para seu irmão Henrique Eugênio de Bragança, Duque de Aumale, o domínio Pirabeiraba, onde ele construiu a maior usina de açúcar e de aguardente da província. O projeto era tão grande que uma ferrovia foi construída para levar a cana de açúcar de dentro da propriedade até a usina. Com o aumento dos funcionários, uma vila e uma escola foram construídas.
Da indústria à pecuária
Anos mais tarde, a usina foi desativada e os novos donos passaram a criar gado. A propriedade pertence a Agropecuária Santa Catarina S.A., cujos sócios serão beneficiados com a expansão urbana porque toda a área se transformará em um grande loteamento.

