Acordo Mercosul–EFTA amplia oportunidades para a indústria de Santa Catarina


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Redação Santa Catarina em Pauta

SC tem 354 oportunidades de exportação mapeadas para o bloco europeu / Foto: Magnific

O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, deve ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e abrir novas possibilidades para a indústria catarinense. O tratado prevê isenção tarifária para cerca de 97% das transações de bens entre o Brasil e o bloco, enquanto outros 1,2% terão redução gradual de tarifas. A implementação será progressiva, com início previsto para outubro de 2026.

A relação comercial entre Brasil e EFTA movimentou US$ 7,8 bilhões em 2025, considerando US$ 3,8 bilhões em exportações brasileiras e US$ 4 bilhões em importações. Os bens intermediários representaram 68,5% das trocas bilaterais, enquanto a Indústria de Transformação respondeu por 93,1% das vendas brasileiras ao bloco e 99,7% das compras. Segundo levantamento citado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), o Estado reúne 354 oportunidades de exportação para a EFTA, ficando entre as unidades da federação com maior potencial. “Santa Catarina posiciona-se como um dos estados mais estratégicos para o aproveitamento do tratado”, destacou Maria Teresa Bustamante, presidente do Conselho de Comércio Exterior da FIESC.

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) identificou 653 oportunidades para 453 produtos industriais brasileiros no mercado da EFTA. Em Santa Catarina, os setores de agroindústria e alimentos, metalmecânico, eletrônico, máquinas, químicos e plásticos aparecem entre os segmentos com possibilidades de expansão. A redução ou eliminação de tarifas pode favorecer produtos como carnes de aves e suínos, café, motores elétricos, geradores, compressores e produtos metálicos. No sentido inverso, empresas catarinenses também poderão ter acesso facilitado a insumos e tecnologias provenientes do bloco, com destaque para produtos farmacêuticos, compostos químicos, fertilizantes e máquinas industriais de precisão.

Além da redução tarifária, o acordo prevê mecanismos destinados a facilitar as operações comerciais, como regras de origem com acumulação estendida com a União Europeia, procedimentos sanitários mais ágeis para a agroindústria, desburocratização técnica e abertura do mercado de compras governamentais. A aplicação será bilateral e progressiva: com a Islândia, a previsão é de início em 1º de outubro de 2026; com a Noruega, em 1º de novembro; e com Suíça e Liechtenstein, durante o primeiro semestre de 2027.

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