
Joinville iniciou a terceira fase de implantação do Método Wolbachia, com a soltura dos primeiros mosquitos da nova etapa no bairro Jardim Sofia. Com a ampliação, o município passa a implementar a tecnologia em 100% da área urbana. A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde, e conta com a operação da Wolbito do Brasil. A primeira soltura da nova fase contou com a participação da prefeita Rejane Gambin, equipes da Secretaria da Saúde e representantes das instituições envolvidas.
A terceira etapa abrange 11 bairros: América, Atiradores, Centro, Jardim Iririú, Jardim Sofia, Jarivatuba, Parque Guarani, São Marcos, Santa Catarina, Zona Industrial Norte e Zona Industrial Tupy (Boa Vista). As equipes da Vigilância Ambiental realizam as solturas desde terça até hoje. Em cada ponto, é aberto um frasco com aproximadamente 300 mosquitos. “A gente inicia hoje com 26 semanas de liberação. São 11 bairros contemplados e 11 rotas de liberação, com dois veículos rodando de terça a sexta-feira, soltando os nossos Wolbitos em 2.540 pontos”, explica Tamila Kleine, coordenadora regional de implementação da Wolbito do Brasil.
O Método Wolbachia utiliza mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia. A presença da bactéria impede que os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre amarela urbana se desenvolvam no organismo do mosquito, e a reprodução dos chamados Wolbitos amplia gradualmente a presença desses insetos na população. Em Joinville, a primeira fase começou em agosto de 2024, abrangendo 17 bairros e cerca de 360 mil moradores. Em 2025, a segunda etapa acrescentou outros 15 bairros, alcançando aproximadamente 150 mil pessoas. Segundo a Prefeitura, “Joinville é um exemplo de implementação do Método Wolbachia”, avalia o pesquisador da Fiocruz Diogo Chalegre.
A expansão ocorre em um cenário de redução dos indicadores da dengue no município. Em 2024, no período de maior intensidade da epidemia, Joinville registrou 80.200 casos e 83 mortes pela doença. Desde 2025, não houve registro de óbitos por dengue, enquanto em 2026 o município apresenta o menor risco epidemiológico dos últimos cinco anos, segundo a Prefeitura, com redução de 35% nos focos do Aedes aegypti. Atualmente, são 66 casos confirmados de dengue e nenhum óbito. Para a prefeita Rejane Gambin, a ampliação do método, somada a ações como mutirões, atividades de educação nas escolas e conscientização da população, contribui para o enfrentamento da doença.
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