
A transição energética voltou a ser discutida pela Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec), que reuniu prefeitos e representantes do setor para tratar do futuro da atividade energética na região. O presidente da entidade e prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola, o Vaguinho, recebeu o CEO da Diamante Energia, Pedro Litsek, na sede da associação, em Criciúma.
O principal tema do encontro foi o futuro do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda e as alternativas avaliadas pela empresa para a continuidade da geração de energia após 2040, quando está previsto o encerramento do atual contrato relacionado à geração a carvão.
Durante a reunião, Litsek apresentou três possibilidades em análise pela Diamante Energia. A primeira prevê a implantação de uma nova usina a carvão com tecnologia de captura de carbono. A segunda considera a geração de energia a partir do gás natural. A terceira envolve pequenos reatores nucleares, conhecidos como SMRs (Small Modular Reactors), tecnologia que vem sendo estudada internacionalmente.
“Estamos planejando como será o futuro das operações no espaço que temos no Complexo Jorge Lacerda”, explicou Litsek.
A apresentação também abordou aspectos como segurança energética, desenvolvimento econômico e redução dos impactos ambientais. Segundo a empresa, outro ponto considerado é a utilização de fontes e combustíveis disponíveis no país, como forma de reduzir a exposição do setor energético a eventuais instabilidades internacionais.
Para a Amrec, o debate antecipado é necessário diante da importância da atividade energética para a economia regional e para a geração de empregos. “A transição energética é uma discussão permanente dentro da Amrec. Temos tratado desse assunto com os prefeitos porque sabemos o peso que o setor tem para a economia e para os empregos da nossa região. Precisamos avançar na transição, mas de maneira justa, planejada e com alternativas concretas para o futuro”, afirmou Vaguinho.
O presidente da associação também destacou que os municípios precisam participar desde já da discussão sobre o futuro do setor. “Não podemos chegar em 2040 para começar a discutir o que será feito. A região precisa participar agora da construção desse futuro. Quando conhecemos os projetos e as tecnologias que estão sendo avaliadas, conseguimos discutir os impactos, preparar os municípios e defender uma transição que preserve oportunidades econômicas e sociais para a Região Carbonífera”, disse.
A transição energética é uma das prioridades da Amrec e permanece na pauta dos prefeitos da Região Carbonífera, que buscam alternativas para conciliar a geração de energia com atividade econômica, empregos e redução dos impactos ambientais.
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