Operação do GAECO investiga suspeita de crimes tributários e lavagem de dinheiro em empresas de Chapecó e região


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Redação Santa Catarina em Pauta

Mandados foram cumpridos em 23 municípios de Santa Catarina e dois do Paraná / Divulgação

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à 6ª Promotoria de Justiça de Chapecó, cumpriu 31 mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (2). A Operação “Mercado Oculto” investiga a suspeita de crimes contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de estabelecimentos comerciais. As diligências foram realizadas em 23 municípios de Santa Catarina e em Dois Vizinhos e Palmas, no Paraná.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), as empresas investigadas, embora formalmente independentes, estariam vinculadas a uma mesma estrutura empresarial e familiar, com atuação e gestão coordenadas. A hipótese investigada é de que a divisão das atividades entre diferentes pessoas físicas e jurídicas teria sido utilizada para ocultar a existência de um grupo econômico e possibilitar a supressão de tributos, além de eventual lavagem de dinheiro. Entre os alvos estão empresários, empresas da rede de lojas e o contador do grupo.

Durante a operação, foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos e registros contábeis, fiscais e financeiros que poderão contribuir para o avanço da apuração. A Justiça também determinou o sequestro de bens móveis, imóveis e ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 8,9 milhões, valor estimado do prejuízo tributário. Informações e documentos também foram requisitados a imobiliárias, construtoras e empresas do setor de veículos para esclarecer possíveis operações patrimoniais utilizadas para ocultar bens e valores e identificar eventuais beneficiários e terceiros envolvidos.

Os materiais considerados relevantes para a investigação serão encaminhados à Polícia Científica para exames e elaboração de laudos. O processo tramita sob sigilo e, conforme o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas quando os autos se tornarem públicos. O nome da operação faz referência à suspeita de que estabelecimentos apresentados formalmente como empresas independentes integrariam, em tese, uma mesma estrutura econômica cuja dimensão e funcionamento teriam sido ocultados por meio da fragmentação entre diferentes pessoas físicas e jurídicas.

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