A manchete sobre política na página policial


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Luiz Veríssimo

Foto: Reprodução redes sociais / Armadilha ou covardia?

A maior repercussão política do final de semana aconteceu na noite de sábado em Jaraguá do Sul envolvendo a segunda suplente de senadora do PT e dois policiais militares. O governador Jorginho Mello classificou o episódio como uma “armadilha do PT contra a PM” e a principal liderança do PT no Estado e candidato a senador Décio Lima condenou o que chamou de “agressão covarde”. Tudo começou no final de uma reunião do PT em uma rua pacata de Jaraguá do Sul e uma reclamação de som alto em frente a sua residência. Uma moradora ligou para o 190 pedindo ajuda.

Foto: Reprodução

Gravação pelo celular

A viatura chegou e uma mulher gravou pelo seu celular a advogada Fernanda Klitzke (segunda suplente de senadora do PT) sendo agredida por uma policial militar e – depois de caída – também chutada por um PM, o mesmo que antes estava armado e disparando balas de borracha. Não havia clima de confronto e muito menos de ameaça à integridade do casal de policiais para justificar a utilização da arma, segundo se observa pelas imagens divulgadas nas redes sociais. A militante do PT e advogada teria agido em defesa de um homem abordado pela viatura da PM e acabou sendo agredida e levada à delegacia de polícia.

Armadilha do PT ou agressão covarde?

Em gravação nas redes sociais, o governador Jorginho Mello comentou a ocorrência policial em Jaraguá do Sul: foi uma grande armadilha do PT contra a PM, “mas se deram mal”. Segundo o governador, “tentaram tirar a arma da policial”. Na mesma postagem, está um áudio da moradora que reclamou do som alto em um veículo próximo de sua casa. A mensagem gravada pela PM registra ela pedindo reforço policial porque “o pessoal está se revoltando contra os policiais”.  Já o candidato ao Senado Décio Lima (PT) escreveu em sua rede social que sua segunda suplente foi “covardemente agredida com chutes e tiros de balas de borracha”.

Repercussão

A Subseção Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Jaraguá do Sul divulgou nota ontem (13) afirmando que “eventuais exceções ou abusos praticados por agentes devem ser devidamente investigados, com a necessária individualização das condutas”. A diretoria da OAB local afirmou que, uma vez comprovadas eventuais irregularidades, devem ser aplicadas medidas cabíveis com o rigor que a situação exigir”.

Repercussão (2)

O comando da PM de Jaraguá do Sul também se manifestou, garantindo que “os fatos serão integralmente apurados pela Corregedoria da corporação” e que “adotará as providências necessárias à análise das circunstâncias da ocorrência e da atuação policial”.

Foto: TSE/Divulgação / Rodrigo Coelho

Os escolhidos do MDB

A julgar pelo critério (?) da distribuição de verbas do fundo eleitoral por parte da direção nacional do MDB, três candidatos à Câmara Federal são os escolhidos, não por coincidência dois deles concorrem à reeleição. Valdir Cobalchini e Rafael Pezenti já receberam R$ 2.850.000,00 cada um. O terceiro é o ex-deputado federal Rodrigo Coelho, contemplado com R$ 1.750.00,00. O joinvilense Coelho disputa uma provável terceira vaga com João Matos (filho do ex-deputado do mesmo nome), que recebeu R$ 750.000,00. Já o ex-apresentador de TV Roberto Salum ainda não recebeu um centavo, pelo menos até ontem (13).

Foto: Renan Santos / Divulgação / Previsão

O fim do bolsonarismo em SC

Durante sua visita a Joinville no último final de semana, o candidato a presidente Renan Santos (Missão) afirmou à imprensa que esta será a “última eleição que os catarinenses votarão em candidatos ligados ao bolsonarismo”. A previsão poderia ser verdadeira se ele estivesse falando sobre os “catarinenses” de origem indígenas, que na última pesquisa Veritá para presidente se manifestaram 100 % a favor de Lula. Detalhe: até recentemente (não posso afirmar atualmente) algumas aldeias de Araquari abrigavam moradores que falavam com sotaque espanhol.

Esquerda e direita

Renan Santos não foi informado que jamais Santa Catarina elegeu um governador de esquerda. O mais perto que o campo político chegou foi com Décio Lima em 2022, que chegou ao segundo turno, mas perdeu no segundo com 710.859 votos contra 1.575.912 de Jorginho Mello. Santa Catarina possui um eleitorado majoritariamente conservador, que prefere candidatos de direita, não necessariamente bolsonaristas.

Favoritismo confirmado

A última pesquisa do Instituto Veritá divulgada no final de semana para presidente em Santa Catarina revela vitória de Flávio Bolsonaro nos dois turnos (55,3% a 29,8% e 66.2% a 33,8% respectivamente). Na região Nordeste, onde o maior colégio eleitoral é Joinville, Flávio venceria no primeiro turno por 50,4% contra 32,8% de Lula. A maior vitória de Flávio estaria na região do Vale do Itajaí (Blumenau) por 67,9% contra 24% de Lula.

Joinville deve eleger seis estaduais e dois federais

Faltando 21 dias, a pergunta mais frequente que a coluna tem recebido é sobre quem são os prováveis eleitos em 4 de outubro. Na Assembleia Legislativa a bancada pode aumentar de quatro para seis deputados. Os três candidatos à reeleição estão entre os favoritos. Fernando Krelling (MDB), Matheus Cadorin (NOVO) e Maurício Peixer (PL) contam com a logística que a Alesc oferece, como gasolina, veículo, diárias e mais de 25 assessores que se tornam “cabos eleitorais” gratuitos.

Grandes possibilidades

Entre os de grande potencial estão Eduardo Cesconetto (Republicanos), Gilberto Leal Júnior (Podemos), Wilian Tonezi (PL) e Neto Petters (NOVO), todos de diferentes partidos. Todos contam com segmentos de apoio em suas candidaturas, como Cesconetto entre os servidores da Celesc, Gilberto Leal os servidores públicos municipais, Tonezi indicou o gerente-regional do IMA (Instituto do Meio Ambiente) e Neto Petters também conta com apoio entre os servidores públicos municipais. Outros nomes podem surpreender, como o professor Anelísio Machado (PP), que fundou uma rede de ensino profissionalizante com muitos alunos na região e milhares de ex-alunos.

Foto: Divulgação / Dobradinha do PP

Aumento de 100%

A disputa na Câmara Federal é mais imprevisível porque os candidatos locais dependem da performance de seus colegas de sigla de outras regiões. Contudo, a representação em Brasília deve dobrar de tamanho, passando de um para dois deputados federais. No MDB, Rodrigo Coelho vai depender do partido eleger três filiados. Ele mesmo admite que está disputando a tal terceira vaga com João Matos. Por sua vez, o PL dificilmente elegerá seus dois candidatos “joinvilenses”. A previsão é que Sargento Lima seja o mais votado no município e Zé Trovão no restante do Estado. Coronel Armando (Progressista) Érico Vinícius (NOVO) e os petistas Francisco de Assis e a vereadora Vanessa da Rosa podem surpreender.