Maioria dos eleitores de Joinville ainda não definiu seu voto


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Luiz Veríssimo

Foto: Ilustração IA

Faltando uma semana para as eleições,  a maioria dos joinvilenses ainda não definiu seu voto. Pesquisa do Instituto Síntese realizada no início de setembro, através de abordagem direta, revelou que 35,81% dos 1.011 eleitores consultados já definiram seus votos. Um terço dos consultados afirmaram que irão definir seus votos cinco dias antes da eleição e uma minoria (5,64%) irá definir no dia da eleição.

Foto: Arquivo pessoal / Inovação da campanha

Pelo clima que se observa no maior colégio eleitoral de Santa Catarina (441 mil eleitores) a campanha só começou a esquentar a partir da última quinzena de setembro, com o grande número de “wind banners” nas ruas e o aumento de cabos eleitorais pagos entregando “santinhos” nos semáforos mais movimentados de Joinville. Algumas estratégias não mudaram: pessoas continuam sendo contratadas para deixar “santinhos” e “cola” de votos de casa em casa nas caixas de correspondências.

A infantaria dos candidatos de Joinville

O líder em contratação de pessoas para trabalhar na campanha é Darci de Matos (Republicanos), que informa ao TSE que já gastou R$ 1.437.000,00 em “despesas com pessoal” (65,06% da receita) e mais R$ 408 mil com “atividades de militância e movimentação de rua”. O candidato a deputado federal registrou ter recebido do diretório nacional de seu partido R$ 2 milhões, sendo o candidato que mais recebeu do fundo partidário.

O segundo colocado

O segundo que mais está investindo em pessoal é o também candidato a deputado federal Rodrigo Coelho (MDB). Na sua prestação de contas ao TSE, ele informou que já gastou R$ 1,02 milhão com despesas com pessoal. Outros candidatos à Câmara Federal por Joinville que informaram gastos com “despesas com pessoal” são Coronel Armando (R$ 233.874.000,00), Zé Trovão (R$ 442.905.000,00), Sargento Lima (R$ 105.728.38) e Érico Vinicius do NOVO (R$ 20.500,00).

Candidatos de fora do município

Mesmo com uma campanha das entidades empresariais solicitando aos eleitores votarem em candidatos “comprometidos com a cidade e região”, a pesquisa Síntese com mais de 1 mil eleitores perguntou o motivo da definição de voto: apenas 7,41% responderam ser importante “ser da cidade ou região”. Aí está a razão de muitos candidatos de outros municípios virem “pescar” votos em Joinville. Um deles, Daniel Freitas (PL) de Criciúma, revelou recentemente que reuniu mais de 700 pessoas em seu encontro com apoiadores em Joinville. Certamente pretende aumentar sua votação de eleições passadas (4.424 votos em 20218 e 2.654 em 2024).

A favor do fim da escala 6×1

Outra pesquisa Síntese realizada em Joinville constatou que a maioria dos entrevistados se posicionaram favoravelmente ao fim da escala 6×1 (56,37%). A surpresa foi 20,73% afirmaram que não tem opinião definida.

Pesquisa eleitoral

Na segunda-feira, o Instituto Síntese concluiu a comercialização de sua última pesquisa sobre intenção de votos no colégio eleitoral de Joinville. Trata-se de um meticuloso trabalho sobre a intenção de votos dos principais candidatos nos maiores bairros, faixa etária, grau de instrução, renda familiar e religião. A pesquisa é comercializada para os candidatos e interessados. Como não está registrada no Tribunal Regional Eleitoral, sua divulgação pela imprensa é vetada.