
A intenção de compras para o Dia das Crianças em Santa Catarina alcançou, em 2026, o maior valor da série histórica iniciada em 2018. Segundo a pesquisa, os consumidores catarinenses pretendem gastar, em média, R$ 320, valor 13,1% superior ao registrado em 2025 em termos nominais e 8,5% maior quando considerada a inflação do período.
O aumento ocorre em um cenário de melhora na percepção financeira das famílias. Atualmente, 79% dos consumidores afirmam que sua situação financeira está melhor ou igual à do ano anterior, ante 59,1% em 2025. Para o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, o resultado ocorre apesar das condições econômicas. “O resultado é bastante favorável, especialmente porque ainda enfrentamos um cenário macroeconômico adverso, com juros elevados e incertezas relacionadas ao período eleitoral”, afirmou.
Diferenças entre os municípios
A intenção média de gasto varia entre os municípios pesquisados. Itajaí aparece com R$ 426, seguida por Criciúma, com R$ 347, e Blumenau, com R$ 329. Chapecó registra R$ 320, mesma média estadual, enquanto Florianópolis apresenta R$ 300, Joinville, R$ 267, e Lages, R$ 255. A diferença entre os extremos chega a 67%.
O envolvimento das crianças também aparece associado ao valor previsto para as compras. Quando acompanham os responsáveis às lojas, a média de gasto chega a R$ 379,01. Já quando a própria criança participa da escolha do presente, o valor sobe para aproximadamente R$ 395. Em relação ao período de compra, 59,4% dos consumidores afirmam que devem adquirir os presentes na semana ou na véspera da data, embora também haja crescimento entre aqueles que antecipam as compras.
Brinquedos e PIX lideram as escolhas
Os brinquedos permanecem como a principal opção de presente, mencionados por 54,5% dos consumidores, enquanto o vestuário aparece em 24,4% das intenções. Juntas, as duas categorias representam quase 80% das escolhas. O PIX, por sua vez, é a forma de pagamento mais citada, com 31,2% das intenções. No conjunto, os pagamentos à vista concentram quase 80% das escolhas, indicando preferência por modalidades que não ampliem o endividamento.
O comércio de rua é o principal canal pretendido para as compras, citado por 71,2% dos entrevistados. Na sequência aparecem as compras pela internet, com 15,2%, e as lojas de shopping, com 12,1%. O preço é apontado como o principal fator na escolha do estabelecimento, seguido por promoções e qualidade do atendimento.
Vitrines e redes sociais também estão entre os principais meios de influência sobre as decisões de compra. A pesquisa aponta ainda aumento da importância das recomendações feitas por amigos e familiares, indicando que a confiança nas indicações passa a ter participação relevante na escolha dos presentes.
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