MPSC verifica se Estado e municípios estão preparados para proteger animais em desastres


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Redação Santa Catarina em Pauta

Levantamento busca identificar quais medidas já foram adotadas para o atendimento de animais em situações de emergência – Foto: Divulgação/MPSC

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está verificando se o Estado e os municípios estão preparados para resgatar e proteger animais durante enchentes, acidentes e outros desastres. O objetivo é acompanhar a aplicação da Política de Acolhimento e Manejo de Animais Resgatados (AMAR).

O trabalho é conduzido pelo Grupo Especial de Defesa dos Direitos dos Animais (GEDDA), que solicitou informações ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), à Diretoria de Bem-Estar Animal de Santa Catarina (DIBEA) e à Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil.

A lei prevê ações conjuntas entre União, estados e municípios para reduzir a morte de animais em situações de emergência. Também estabelece diretrizes para o resgate, o acolhimento, o atendimento veterinário e a destinação dos animais atingidos.

Segundo a coordenadora do GEDDA, promotora de Justiça Simone Cristina Schultz, o objetivo é identificar as medidas já adotadas, os planos em andamento e a existência de equipes preparadas para atender os animais durante os desastres.

A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil informou que está incluindo a proteção animal nas políticas de prevenção e resposta a desastres. Entre as ações citadas estão parcerias com o Grupo de Resposta a Animais em Desastres (GRAD), a participação de um médico-veterinário especializado em exercícios de gestão de desastres e a preparação de capacitações em conjunto com a DIBEA.

A Secretaria também informou que o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil está sendo atualizado para incluir as diretrizes da Lei AMAR. O GEDDA solicitou que o órgão informe, em até dez dias úteis, se a revisão foi concluída e se as novas regras foram incorporadas ao plano.

O Ibama, por sua vez, apresentou iniciativas de resgate e atendimento à fauna em situações de emergência. Entre elas estão ações no Pantanal, a ampliação dos Centros de Triagem de Animais Silvestres (CETAS), o desenvolvimento de um serviço móvel de atendimento veterinário e operações de salvamento de animais durante as enchentes no Rio Grande do Sul.

A DIBEA ainda não havia respondido ao pedido de informações, segundo o MPSC. Por isso, o grupo reiterou a solicitação.

O Ministério Público também está verificando a situação nos municípios. Em março, o GEDDA enviou às Promotorias de Justiça orientações sobre a nova lei e as responsabilidades dos governos no atendimento aos animais atingidos por desastres.

Em outubro, o grupo iniciou uma consulta às Promotorias para saber se os municípios incluíram medidas de proteção animal em seus planos de contingência. O levantamento também pretende identificar ações já adotadas e procedimentos em andamento nas diferentes regiões de Santa Catarina.

A iniciativa busca garantir que o atendimento aos animais em situações de emergência seja planejado e coordenado, evitando improvisações e reduzindo o risco de mortes e sofrimento.

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