
Deputados estaduais abordaram fiscalização de obras públicas, reforma tributária, trajetória parlamentar e democracia durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realizada ontem (13). Os pronunciamentos também incluíram avaliações sobre as eleições e críticas à atuação de instituições públicas.
Fiscalização de obras e balanço parlamentar
O deputado Mário Motta (PSD) relatou problemas na Escola de Educação Básica Aderbal Ramos da Silva, no bairro Estreito, em Florianópolis. Segundo ele, as pinturas das três quadras esportivas apresentaram sinais de deterioração pouco tempo após a conclusão do serviço, que recebeu investimento de R$ 110 mil. O parlamentar também apontou problemas nas torneiras dos banheiros e informou que encaminhará novo pedido de informações à Secretaria de Estado da Educação.
Sargento Lima (PL) agradeceu aos eleitores pela votação recebida e defendeu mudanças na distribuição dos recursos arrecadados por Santa Catarina. Na avaliação do deputado, o estado contribui significativamente para a arrecadação federal, mas recebe retorno insuficiente. Ele afirmou que a reforma tributária e a permanência de uma parcela maior dos recursos no território catarinense devem estar entre as prioridades de sua atuação parlamentar.
Maurício Eskudlark (PL), por sua vez, fez um balanço dos cinco mandatos exercidos na Alesc e agradeceu aos eleitores, lideranças e pessoas que acompanharam sua trajetória política. Em seu pronunciamento, destacou a relação com as comunidades e afirmou considerar que cumpriu o compromisso assumido com os catarinenses durante sua passagem pelo Legislativo.
Democracia e política nacional
A deputada Carolline Sardá (Psol) criticou propostas de anistia ou redução de penas para pessoas envolvidas em atos contra o Estado Democrático de Direito. Ao mencionar o golpe militar de 1964, afirmou que o enfraquecimento da democracia pode ocorrer gradualmente, por meio de decisões políticas que fragilizam as instituições. Para a parlamentar, a responsabilização de envolvidos em tentativas de ruptura institucional é necessária para preservar o regime democrático. “Quando achamos normal reduzir pena para golpista estamos matando a democracia”, declarou.
Em contraponto, o deputado Jessé Lopes (PL) criticou o governo federal e decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), questionando o tratamento dado a lideranças políticas e a condução de processos judiciais. O parlamentar também criticou manifestações políticas em universidades, que, segundo sua avaliação, representam o uso de instituições de ensino para finalidades ideológicas. Ao final, defendeu mudanças no sistema político por meio da participação popular e do voto.
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