Santa Catarina prepara plano de desenvolvimento econômico para 21 regiões do Estado até 2035


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Redação Santa Catarina em Pauta

Documentos vão orientar políticas públicas e investimentos com foco no aumento da produtividade e na redução das desigualdades regionais – Foto: Jonatã Rocha/SecomGOVSC

Santa Catarina prepara 21 cadernos de diretrizes para orientar o desenvolvimento econômico das regiões do Estado até 2035. Os documentos fazem parte do programa Avança SC e deverão reunir propostas para estimular a produtividade, diversificar a produção e reduzir as desigualdades territoriais.

A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan), em parceria com a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).

Os próximos passos incluem a validação dos cadernos com prefeitos e dirigentes das associações municipais, seguida do envio dos documentos à Seplan para ajustes finais. A entrega oficial ao governo estadual está prevista para o primeiro trimestre de 2027.

A proposta é que os materiais sirvam de referência para gestores públicos, empresários e investidores na definição de políticas públicas, programas de governo e iniciativas de desenvolvimento regional. A estratégia foi estruturada com base em dados territoriais e socioeconômicos e mais de 200 indicadores.

Segundo o secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino, as diretrizes devem ajudar a alinhar as decisões do poder público às necessidades econômicas e sociais de cada região. A intenção também é transformar o sistema de indução econômica regional, com metas até 2035, em lei.

Estratégia prevê produção de maior valor agregado

O Avança SC utiliza o Índice de Complexidade Econômica (ICE) para avaliar o estágio de desenvolvimento das regiões e identificar oportunidades de crescimento. A partir desse diagnóstico, são estabelecidas metas para ampliar a capacidade produtiva e agregar valor aos produtos locais.

Um exemplo é a cadeia da banana: além do cultivo e da produção de alimentos, o aproveitamento de componentes da casca como matéria-prima para outros materiais pode abrir novas possibilidades industriais. O mesmo raciocínio pode ser aplicado a setores como madeira, couro, celulose e cebola.

A proposta é estimular as regiões a avançarem para etapas mais sofisticadas das cadeias produtivas, criando oportunidades de negócios e ampliando a competitividade da economia catarinense.

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