
O segundo turno das Eleições 2026 em Santa Catarina contará com a auditoria de 27 urnas eletrônicas, sorteadas neste sábado (24), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis. O procedimento faz parte dos mecanismos de fiscalização da Justiça Eleitoral e busca demonstrar a confiabilidade do sistema de votação.
Os equipamentos selecionados foram retirados das seções eleitorais de origem e levados à sede da Alesc para passar pelo Teste de Integridade e Autenticidade, realizado neste domingo (26), dia da votação. As urnas foram substituídas nos locais de votação para não prejudicar o atendimento aos eleitores.
O sorteio foi conduzido pelo presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), desembargador Carlos Alberto Civinski, e acompanhado por representantes do Ministério Público, de partidos políticos, de entidades fiscalizadoras e da sociedade civil.
Como funciona o teste
Durante a auditoria, é realizada uma votação simulada, com votos previamente conhecidos, para comparar os registros feitos na urna com os resultados apresentados pelo equipamento. O procedimento ocorre em ambiente controlado e com acompanhamento de fiscais e auditores.
Segundo o promotor de Justiça Márcio Vieira, coordenador do Núcleo de Apoio Eleitoral do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a verificação permite demonstrar que os votos registrados correspondem aos dados apurados.
O procurador regional eleitoral em Santa Catarina, Cláudio Valentim Crestani, também destacou a importância das auditorias presenciais para esclarecer dúvidas da população e reforçar a transparência do processo eleitoral.
MPSC recebe denúncias de crimes eleitorais
Além de acompanhar os procedimentos de fiscalização, o MPSC mantém uma página especial sobre as Eleições 2026, com informações sobre os promotores eleitorais responsáveis por cada zona e os respectivos canais de contato.
Pelo portal, também é possível registrar denúncias de possíveis irregularidades, como compra de votos, ameaças ou coação de eleitores, abuso de poder e uso indevido de bens ou servidores públicos em campanhas.
A atuação dos promotores ocorre em conjunto com a Justiça Eleitoral e as forças de segurança. Enquanto a Justiça Eleitoral julga os casos e toma as decisões cabíveis, os órgãos de segurança atuam na prevenção e investigação de crimes, e o Ministério Público acompanha as ocorrências e adota as medidas previstas em lei.
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