
A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) apresentou informações sobre acesso a crédito e oportunidades de inovação durante reunião do Conselho da Indústria Metalmecânica, Bens de Capital e Automotiva, realizada na quarta-feira (28), em Florianópolis. O encontro discutiu alternativas para apoiar investimentos e ampliar a competitividade das empresas catarinenses.
Durante a reunião, o primeiro vice-presidente da FIESC, André Odebrecht, destacou a importância de ações voltadas ao aumento da produtividade industrial. Já o presidente do Conselho, José Carlos Sprícigo, afirmou que o acesso a crédito e a informações sobre tecnologia pode contribuir para que as empresas identifiquem oportunidades e planejem investimentos em inovação.
Crédito e mapeamento de patentes
Um dos temas apresentados foi o Hub de Crédito e Capital, iniciativa da Academia FIESC de Negócios que auxilia empresas na identificação de linhas de financiamento para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, expansão e projetos de inovação. Segundo os dados divulgados, desde o início dos atendimentos, em abril de 2026, a iniciativa mobilizou cerca de R$ 48 milhões em operações de crédito acompanhadas até a contratação. O levantamento também apontou que os setores metalmecânico, de bens de capital e automotivo contrataram R$ 782 milhões em linhas do BNDES em Santa Catarina durante 2025.
Outro estudo apresentado pela entidade analisou o cenário de patentes. No levantamento global, os segmentos de máquinas e equipamentos, materiais elétricos, automotivo e metalmecânico somam cerca de 44 milhões de publicações desde 2000. Conforme dados da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), a China liderou os pedidos de patente por país de origem em 2024, com aproximadamente 1,8 milhão, seguida pelos Estados Unidos e pelo Japão.
Em Santa Catarina, o mapeamento identificou oportunidades de inovação em áreas como usinagem e solda, que representam 7,9% dos pedidos brasileiros de patentes, e máquinas agrícolas, com 6,9%. O estado também se destaca em segmentos específicos: concentra 47% dos pedidos nacionais de patentes em máquinas para abate e 36% em motores elétricos e compressores. Na área de fundição, ocupa a terceira posição, com 21% dos pedidos. O estudo ainda apontou possibilidades de aproveitamento de tecnologias com patentes em domínio público, respeitadas as condições legais aplicáveis.
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