
A decisão final será do governador Jorginho Mello, mas uma provável aliança entre NOVO e PL poderá acontecer em Joinville, repetindo a dobradinha vencedora em 4 de outubro, mas com posições inversas: Rejane Gambin (NOVO) à reeleição com um vice do PL. Sobre tal possibilidade, o PL de Joinville está indeciso: os deputados eleitos Sargento Lima (Federal) e Wilian Tonezi (estadual) consideram muito cedo discutir 2028, mas defendem chapa pura. Contudo, a decisão caberá ao governador, que certamente optará por uma solução de consenso com seu vice Adriano Silva (NOVO), defensor do projeto de reeleição de Rejane Gambin. A ideia dos que admitem a aliança é encontrar um empresário ligado ao partido para indicar como vice.
Primeiros passos
O partido NOVO disputou e venceu as duas últimas eleições com chapa pura, estratégia que poderá não se repetir em 2028, sob pena de forçar uma provável formação de um bloco adversário liderado pelo PL e MDB. Caso continue sem coligação, o NOVO permaneceria indicando secretários técnicos – alguns vieram de fora – sem abrir para os partidos que integram a bancada governista na Câmara de Vereadores, onde conta com uma maioria de 16 dos 19 vereadores, entre eles os três do PL. O número nunca foi confirmado, mas alguns partidos, como o PSD, contam desde o segundo mandato do NOVO com pelo menos 15 indicações em cargos de segundo e terceiro escalões, entre eles muitos suplentes de vereador.

A importância da ponte
Desde que assumiu definitivamente, se constituindo na primeira mulher a administrar a prefeitura, o comportamento de Rejane Gambin tem sido uma cópia e cola de Adriano Silva, nada fazendo do que manter a rotina de seu antecessor. Apenas uma rotina pode ameaçar tal rotina: a construção da Ponte Joinville, a maior obra urbana da história do município. Há semanas, parte da obra ficou paralisada em razão de um impasse jurídico entre a empresa contratada e uma de suas terceirizadas. Não houve comprometimento no cronograma principal, mas foi um alerta. Se conseguir inaugurá-la em meados de 2027 – um ano antes da eleição –, como tudo indica, certamente a prefeita se credenciaria, ainda mais, a disputar sua reeleição.
Aliança com o PL
Um dos problemas a serem equacionados seria a participação do PL no futuro governo, caso a aliança seja consolidada com o aval do governador. Além de indicar o vice, certamente o PL irá reivindicar algumas secretarias importantes, algo que o partido NOVO e Adriano Silva nunca aceitaram desde 2021. Aliás, na eleição de 2024, o PL se ofereceu para indicar o vice e participar do governo (2025/2028), mas a proposta foi recusada.
O futuro do MDB
O partido de Luiz Henrique em Joinville saiu derrotado em 4 de outubro. Apenas o deputado estadual Fernando Krelling se salvou, muito por seu trabalho como parlamentar. Conforme o site oficial do TSE, o diretório estadual não lhe destinou nenhum centavo do fundo partidário. Como seu principal líder deve permanecer na Assembleia Legislativa por quatro anos, não restará outra alternativa senão procurar aliança com o PL ou NOVO para não repetir o fiasco eleitoral de 2024, quando seu candidato a prefeito fez menos votos do que os quatro vereadores mais votados.
PT saiu fortalecido
Com a reeleição de Lula e a manutenção dos cargos em Brasília, o PT de Joinville saiu fortalecido das eleições. Na campanha do segundo turno, sua militância realizou uma das maiores manifestações eleitorais no município. Nenhum candidato local se elegeu, mas todos acompanharam com otimismo a volta da militância nas ruas. Dividido entre acordos de líderes locais com parlamentares de fora, o PT certamente vai disputar a prefeitura e provavelmente dobrar sua bancada na Câmara de Vereadores.

