
O “Compras Lages” chega com status de representar uma das maiores mudanças estruturais na gestão do município nas últimas décadas, especialmente nas áreas de controle, planejamento e eficiência do gasto público. Como parâmetro, a cidade de Palhoça, com 165 mil habitantes, implantou um projeto semelhante, e o impacto econômico global atingiu a casa dos R$ 5 milhões por ano.
A proposta cria uma Central de Compras vinculada à Secretaria de Administração, responsável por coordenar e integrar as contratações públicas. Na prática, a medida busca substituir o modelo fragmentado, em que cada secretaria realiza aquisições isoladamente, por um sistema unificado e estratégico.
Entre os principais impactos positivos previstos estão a redução de desperdícios e o ganho de escala nas compras públicas, permitindo maior poder de negociação, redução de preços e maior eficiência na aquisição de produtos e serviços. Itens comuns serão contratados de forma compartilhada entre secretarias, garantindo mais agilidade aos processos administrativos, além de reduzir retrabalho entre setores e ampliar a transparência das contratações públicas.
O projeto também fortalece o planejamento orçamentário ao exigir que as compras estejam previamente incluídas no Plano de Contratações Anual (PCA), além de passarem por validação técnica da Central de Compras e análise de compatibilidade financeira antes do empenho da despesa.
Outro ponto considerado relevante é o combate ao fracionamento de despesas e às contratações emergenciais recorrentes. O texto prevê mecanismos de monitoramento contínuo, indicadores de desempenho e integração entre a Central de Compras, Procuradoria, Controle Interno e Secretaria da Fazenda.
Na justificativa técnica da proposta, a centralização estratégica das compras é tratada como uma política permanente de governança pública, alinhada à nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/2021) e às boas práticas modernas de administração pública.



