Os bastidores da pré-candidatura de Antídio; a derrota de Topázio na Câmara; prefeito de Blumenau expõe investigações — e outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

Sim de Antídio Lunelli à disputa pelo Senado animou a militância emedebista – Imagem: Divulgação

A decisão do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB) de anunciar a sua pré-candidatura ao Senado mexeu com a militância emedebista, que verá o partido ocupar dois espaços na majoritária, já que o deputado federal Carlos Chiodini é o pré-candidato a vice na futura chapa do ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado.

No dia 28 de maio, divulguei em primeira mão que Lunelli estava sendo convencido a disputar o Senado. Logo após, veio uma negativa, e a informação era de que ele disputaria a reeleição. Mesmo assim, nos bastidores, Chiodini e os deputados estaduais Volnei Weber, Mauro De Nadal e Tiago Zilli continuaram com as investidas sobre Lunelli. A ideia era que o partido pudesse ocupar mais um espaço na majoritária com um nome forte, além de afastar Antídio do projeto do governador Jorginho Mello (PL).

O primeiro sinal de que Lunelli estava cedendo foi na sessão itinerante da Alesc em Araranguá, quando assinou, junto com Weber, Nadal e Zilli, um papel onde estava escrito “Senador, Coragem” e se deixou fotografar sorrindo. Depois, ocorreu a sessão no Parlamento em homenagem aos 60 anos do MDB. Nesse dia, Antídio ficou cerca de 45 minutos em uma sala fechada com o senador Esperidião Amin (Progressistas), que apresentou uma série de argumentos favoráveis a uma candidatura do emedebista. Um deles é que o segundo voto ao Senado seria dividido entre eles, evitando que migrasse para outros candidatos.

O fato é que a conversa com Amin animou Lunelli. Vale lembrar que a relação com o senador do Progressistas é tão boa que, na primeira gestão de Antídio como prefeito de Jaraguá do Sul, ele teve Udo Wagner (Progressistas) como vice, com a bênção de Esperidião. Até mesmo a pré-candidata a deputada federal Ângela Amin (Progressistas) ligou para convencer Antídio a disputar o Senado.

Na sexta-feira passada, Lunelli foi a Itajaí, onde almoçou com Carlos Chiodini. Eles ligaram para João Rodrigues e praticamente definiram a pré-candidatura de Antídio, que acabou oficializada na segunda-feira (8), à noite, na sede do União Brasil, no bairro Agronômica, em Florianópolis. O lançamento oficial acontecerá no próximo sábado, em Jaraguá do Sul, às 11h, na Sociedade Desportiva Acaraí.

Quanto ao afastamento do projeto de reeleição de Jorginho, interlocutores do governador chegaram a questionar Antídio se realmente ele será candidato. A resposta foi que o emedebista aceitou o desafio.

Almoço da bancada

João Rodrigues e Vicente Caropreso se reuniram com a bancada do MDB – Imagem: Divulgação

O almoço da bancada estadual do MDB, ontem, na Assembleia Legislativa, foi animado. O deputado estadual Tiago Zilli chegou a dizer para Antídio Lunelli que a sua pré-candidatura resgatará a união do partido. O pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), esteve no gabinete da liderança emedebista, mas não ficou para almoçar. Antes de sair, foi feita uma foto. Convidado para participar, o deputado Fernando Krelling, que é um dos defensores de que o MDB esteja com o governador Jorginho Mello (PL), deu uma resposta que precisa ser observada com atenção: “Ainda não está na hora de eu aparecer na foto”, respondeu.

Dissidentes

Jerry Comper deve manter o apoio ao projeto de reeleição de Jorginho – Imagem: Divulgação

O deputado estadual Jerry Comper chegou um pouco atrasado para o almoço da bancada do MDB na Assembleia Legislativa. Segundo relatos, falou de futebol e pareceu mais observar o cenário pós-anúncio da pré-candidatura de Antídio Lunelli ao Senado. Comper deverá pedir autorização ao partido para apoiar o governador Jorginho Mello (PL). A informação nos bastidores é que ele, como ex-secretário, não tem como se desvincular do líder dos liberais. Fernando Krelling é uma incógnita.

Herdeiro de Lunelli

Eduardo Bertoldi se tornou o herdeiro político de Lunelli – Imagem: Redes Sociais

Eduardo Bertoldi, ex-chefe de gabinete do deputado estadual Antídio Lunelli (MDB), recebeu a incumbência de ser o pré-candidato à Assembleia Legislativa no lugar do agora pré-candidato ao Senado. Bertoldi foi controlador-geral de Jaraguá do Sul e secretário de Planejamento do município nas gestões de Lunelli como prefeito.

Ponto Zero

A partir das 8h05, convido você a assistir ao Ponto Zero, o noticiário matinal do Santa Catarina em Pauta. As primeiras informações que serão assunto ao longo do dia em todo o estado. Assista pelo YouTube ou acompanhe pelas redes sociais no Instagram, Facebook e X. O programa tem a apresentação da jornalista Adriane Werlang, com os meus comentários sobre política e economia estadual, além das participações dos colegas Anderson de Jesus, do Sul do estado; Arnaldo Zimermann, do Vale do Itajaí; Jean Carlo Lima, da Serra; e Luiz Veríssimo, do Norte do estado. Em breve, também teremos comentários diretamente do Oeste. Clique no link para assistir: ( https://www.youtube.com/watch?v=YvYXW1izkVI )

Base derrota Topázio

Topázio Neto sofre derrota provocada pela própria base – Imagem: PMF

O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), sofreu uma derrota ontem na Câmara de Vereadores. Uma proposição de homenagem, por meio do Troféu Pedro Medeiros, ao ex-chefe de gabinete Fábio Botelho (Podemos), pré-candidato a deputado estadual apadrinhado por Topázio, foi rejeitada. Os vereadores da base se retiraram do plenário na hora da votação e deixaram a oposição livre para negar a homenagem. Poucas vezes na história da capital o troféu foi negado. O movimento da base foi mais uma demonstração de insatisfação com Topázio devido ao engajamento do prefeito no projeto de Botelho.

Insurgência

Os vereadores da base do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (Podemos), seguirão boicotando o pré-candidato a deputado estadual Fábio Botelho (Podemos). Mesmo que isso custe derrotas para Topázio na Câmara Municipal, não deverá haver recuo. Alguns vereadores acusam Topázio de privilegiar Botelho, mesmo sabendo que na base havia pré-candidatos. Uma informação que precisa ser acompanhada de perto é que as insurgências podem ser ampliadas nos próximos tempos.

Homenagem

O Troféu Pedro Medeiros é destinado a pessoas que prestam serviços de interesse público na parte continental de Florianópolis. O nome homenageia um ex-vereador que teve cinco mandatos entre 1967 e 1988. Medeiros, que era cego de um olho, criou um lema que o tornou popular: “Um olho a serviço do Estreito”. Pelo visto, o prefeito Topázio Neto (Podemos) precisará ficar com os dois olhos bem abertos em direção à Câmara de Vereadores.

Desabafo de Egídio

Ferrari, ao encerrar os contratos, expôs a situação provocada pelas investigações – Imagem: Giovanni Silva/PMB

Ontem conversei com o prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari (PL), sobre a sua decisão de romper os contratos com a empresa Orcali, que tinha três contratos com o município assinados na gestão do ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL). A fala de Ferrari durante a coletiva no início da semana repercutiu tanto quanto a decisão. Em uma carta aberta, chegou a afirmar que foi eleito para tirar Blumenau das páginas policiais e que não tem compromisso com o erro. Também destacou, na coletiva, que os contratos foram assinados na gestão anterior. A ideia de Ferrari é deixar claro quando aconteceram os supostos problemas e o quanto a situação tem afetado o rendimento de sua gestão.

Rolo em tudo

De acordo com o prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari (PL), as investigações deixam claro que “tinha rolo em tudo”, com empresas pagando propina em contratos viciados. Ele deixa claro que o objetivo não é apenas criticar, mas expor para a população a realidade que tem atrapalhado a sua gestão e os motivos para isso. Segundo Ferrari, foi-lhe entregue um município com grave problema orçamentário, com um déficit de R$ 370 milhões. Ao romper contratos, ao mesmo tempo em que o prefeito entende que está livrando o município de mais prejuízos, por outro lado acaba vendo obras em ritmo menor. “Tem empresa que não consegue encerrar o serviço por estar sendo investigada”, afirmou.

Tem que pagar

Quanto ao fato de o ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PL), ser de seu partido, o prefeito Egídio Ferrari (PL) me disse que não quer saber a filiação partidária de quem errou. Para ele, quem cometeu algum tipo de crime terá que pagar. “Tem coisas que agora eu vou entendendo o motivo. Muitas obras tinham o pagamento de propina das empreiteiras, segundo o Ministério Público. Eu não tenho nada a ver com isso. Como policial, já prendi e algemei corruptos e não aceito isso”, destacou.

Cão Orelha

Carlos Humberto está sendo pressionado a assinar o pedido de CPI – Imagem: Alesc

Mais um deputado estadual do PL está sendo pressionado a assinar o pedido de abertura da CPI do Cão Orelha: Carlos Humberto Silva (PL). Pessoas com atuação na causa animal estariam pressionando o parlamentar a apoiar a abertura da investigação na Assembleia Legislativa.

Não assinarão

Os deputados estaduais Mauro De Nadal (MDB) e Tiago Zilli (MDB) me disseram que não assinarão o pedido de abertura da CPI do Cão Orelha. Não informaram os motivos, apenas que o tema não está na pauta deles. Portanto, até o momento no MDB, apenas Volnei Weber assinou.