
TA procuradora-geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, apresentou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) o Relatório de Gestão Institucional (RGI) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) referente ao exercício de 2025. O documento reúne os principais resultados da atuação da instituição ao longo do ano e atende à exigência prevista no artigo 101 da Constituição Estadual.
Durante a apresentação, Vanessa destacou que o objetivo do Ministério Público é produzir resultados concretos para a população por meio de uma atuação baseada em planejamento, diálogo e eficiência. “O Ministério Público existe para gerar impacto positivo na sociedade. Nosso compromisso é ouvir, compreender os desafios de cada região e atuar de forma estratégica para produzir resultados concretos para os catarinenses”, afirmou.
Entre os destaques apresentados está o Programa Prioriza, iniciativa voltada à identificação das principais demandas das diferentes regiões catarinenses. A partir da escuta de membros da instituição em 11 macrorregiões, foram definidas prioridades relacionadas a temas como saúde mental, saneamento básico, população em situação de rua, violência contra a mulher e enfrentamento ao crime organizado. Segundo a procuradora-geral, a diversidade de realidades existentes no estado exige estratégias específicas para cada contexto regional.
O relatório também detalha investimentos realizados em tecnologia e inteligência de dados. Entre as ferramentas destacadas estão o Escritório de Ciência de Dados Criminais, o Mapa do Feminicídio e plataformas de apoio à atividade ministerial, como AURA e GesPro IA. Na área de proteção às vítimas, o Núcleo de Enfrentamento a Violências e Apoio às Vítimas (NEAVIT) realizou quase 3 mil atendimentos em 2025, enquanto iniciativas voltadas ao combate à violência contra as mulheres incluíram ações preventivas e campanhas de conscientização.
Na área criminal, o MPSC informou a realização de 127 operações com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) e do Grupo Estadual de Apoio ao Enfrentamento a Facções Criminosas (GEFAC). As ações resultaram em mais de 1.100 mandados de busca cumpridos, 228 prisões, bloqueio de R$ 9,5 milhões e apreensão superior a R$ 6,5 milhões em bens. Segundo o relatório, as operações tiveram foco no combate ao crime organizado, à lavagem de dinheiro, ao tráfico de drogas e à corrupção.
O balanço ainda apresenta resultados em áreas como educação, meio ambiente, defesa do consumidor, proteção animal e patrimônio público. Entre os números divulgados estão a recuperação de mais de R$ 296 milhões por ações relacionadas ao combate à sonegação fiscal e acordos conduzidos pelo Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPIA), que movimentaram mais de R$ 5,2 milhões em ativos negociados. Ao encerrar a apresentação, Vanessa Cavallazzi afirmou que a instituição busca ampliar o uso de inteligência e tecnologia para fortalecer a capacidade de resposta às demandas da sociedade catarinense.
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