Um cartão postal de Joinville abandonado


Foto de Luiz Veríssimo

Luiz Veríssimo

Foto: Arquivo / Prédio hoje está abandonado

Inaugurado em 1970, a sede da então ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) em Joinville foi um de seus cartões, ao lado do Ed. Manchester e a Rua das Palmeiras, entre outros. Há pelo menos 10 anos o local está abandonado e sem um destino que evite continuar sendo abrigo de drogados e desocupados em pleno centro da cidade. Nesta semana, mais uma tentativa: uma comissão da Câmara de Vereadores tentou resolver o impasse, mas a empresa estatal sequer enviou representantes.

Leilão, compra e cessão de uso

A própria empresa já tentou várias vezes se desfazer do prédio através de venda direta ou de leilão, mas não conseguiu. A prefeitura local fez uma oferta de compra não aceita pela sede em Brasília. Outra solução foi proposta pela vereadora Vanessa da Rosa (PT) em Brasília: uma cessão de uso ao Instituto Federal de Educação para ampliar sua atuação na região, mas não evoluiu.

Ainda sobre críticas ao MDB na posse da ACIJ

Guilherme Bertani caracterizou sua passagem de dois anos na presidência da ACIJ pela discrição e timidez no relacionamento com a imprensa. Sua decisão de ler um discurso anti-MDB na solenidade de sua despedida do cargo, segunda-feira à noite, surpreendeu a todos a maioria dos presentes, inclusive alguns empresários sem ligações partidárias. Na história recente da entidade, jamais algum orador direcionou críticas direcionadas a um partido político, nem mesmo nos tempos de polarização entre Arena e MDB.

Estatuto desrespeitado

Bertani tem todo o direito de criticar qualquer partido político, mas uma solenidade com 830 convidados não é o fórum recomendado, principalmente porque uma das cláusulas pétreas do estatuto da ACIJ é o não envolvimento político-partidário. Ademais, o MDB de Santa Catarina não tem nenhuma ligação com o MDB de Alagoas e muito menos com os critérios de nomeação do ministro Renal Filho (MDB) pelo presidente Lula.

MDB em Joinville

As suas ironias dirigidas aos parlamentares do MDB (“só usam o nosso aeroporto”) surpreenderam ainda mais. Se a intenção foi relacionar o MDB com a situação da BR-280, deveria saber que Joinville não elegeu nenhum deputado federal. Ausente na solenidade, a senadora Ivete Appel da Silveira (MDB) também foi ofendida duplamente, primeiro pelo seu trabalho em Brasília e por ser viúva de Luiz Henrique da Silveira.

Prefeito de Piçarras em liberdade

O alvará de soltura foi cumprido às 0h45m da madrugada de quarta-feira e o prefeito de Piçarras Tiago Baltt (MDB) dormiu em sua residência. O ministro Reinaldo Soares da Fonseca do STF (Superior Tribunal de Justiça) revogou a prisão preventiva, mas não a reconduziu ao cargo pelo qual foi eleito em 2020 e reeleito em 2024.  

Foto: Divulgação / Vereador polêmico

Liberdade de expressão

O vereador Mateus Batista e outro militante do MBL assinaram um ajustamento de conduta e, entre outras medidas, terão que participar de um curso de formação em Direitos Humanos. Se não conseguirem o certificado de conclusão, a pena imposta é de R$ 200,00 de multa diária. Ambos gravaram um vídeo chamando o Morro do Mocotó em Florianópolis de “favelão” e lixo, sendo acusados de racismo e xenofobia.

Intenção política

O vereador de Joinville (União Brasil) não irá concorrer em outubro, mas seu parceiro de MBL Felipe Barcellos pretende disputar uma vaga de deputado federal pelo partido Missão, sigla fundada recentemente pelo MBL (Movimento Brasil Livre).