TCE-SC está atrasando a implantação de 3,6 mil câmeras em Joinville


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Luiz Veríssimo

Foto: CVJ / Divulgação / Comissão discute atraso no projeto

Quem deve decidir sobre a compra de equipamentos ou a sua locação? O prefeito eleito pelo voto popular ou um conselheiro do Tribunal de Contas, escolhido pelo governador ou pela Assembleia Legislativa? No projeto Smartville quem está decidindo é um conselheiro do Tribunal de Contas de Santa Catarina. Não é preciso entrar no mérito sobre qual das opções é melhor para Joinville, mas sim em quem tem o direito de decidir.

Quem decide em Joinville?

Na reunião da comissão de segurança pública realizada na Câmara de Vereadores de Joinville ficou claro que o atraso na implantação das 3,6 câmeras de monitoramento com identificação facial está no questionamento do TCE-SC sobre a opção dos técnicos da prefeitura: a compra dos serviços de transmissão de imagens e não as suas câmeras e equipamentos. O modelo de comprar os serviços e não os equipamentos é inquestionavelmente legal, já que o projeto Smart Ville foi inspirado no Smart Sampa, implantado na cidade de São Paulo no ano passado.

Impasse prejudicial

“Nós precisamos da imagem, não da câmera”, resumiu o vereador Neto Petters (NOVO) na reunião. A locação ao invés da compra de um equipamento é normal nas administrações públicas e nas empresas privadas. A própria prefeitura de Joinville tem veículos alugados, cujo contrato prevê que a responsabilidade pela manutenção é da locadora, o mesmo acontecendo com as câmeras do projeto Smart Ville.

Reforço na segurança pública

Não fosse a ação do Tribunal de Contas no final do ano passado, que resultou na suspensão do pregão eletrônico por parte da prefeitura em janeiro, Joinville já estaria contemplada com mais 3,6 mil câmeras de videomonitoramento em locais estratégicos, além de outras sete mil câmeras com tecnologia de IA (Inteligência Artificial) em todos os prédios públicos do município.

Foto: Simulação/IA

Assalto à mão armada

Um casal invadiu uma joalheria de alto padrão em um shopping de Joinville na noite de segunda-feira e fugiu com várias joias de valor não divulgado. Uma funcionária foi feita refém. Menos de duas horas depois, graças às câmeras de monitoramento, um deles foi detido pela Polícia Militar e as joias recuperadas.

Amadores?

A identidade dos acusados não foi divulgada, mas certamente não são de Joinville. Afinal, eles subestimaram a importância das câmeras de monitoramento, dentro e fora do shopping.    

Foto: Divulgação / Combate à lavagem de dinheiro

Senadora foi relatora de importante projeto de lei

A senadora Ivete da Silveira (MDB-SC) foi importante na aprovação de um projeto que amplia os mecanismos de combate à lavagem de dinheiro e reforça a fiscalização sobre os recursos recebidos por partidos políticos e suas fundações. Relatora da matéria na Comissão de Segurança Pública, a parlamentar catarinense apresentou parecer favorável ao Projeto de Lei nº 4.636/2020, que agora segue para análise da Câmara dos Deputados, caso não haja recurso para votação em Plenário.

Foto: Divulgação / Pânico na madrugada

Ataque terrorista

Pode até não haver terroristas na região, mas tecnicamente aconteceu um ato terrorista em Araquari no início da madrugada de ontem (8). Um pequeno grupo ateou fogo em quatro veículos públicos estacionados em frente à sede da Secretaria de Segurança Pública do município no bairro Itinga. A perícia técnica localizou um galão com vestígio de combustível usado para iniciar o incêndio. As câmeras de segurança identificaram três homens, sendo que um deles pode ter sido atingido gravemente pelo fogo.

Incêndio criminoso

Se fosse em Tel Aviv seria considerado um ato terrorista, mas como foi em Araquari é chamado de “incêndio criminoso”. Até o fechamento da coluna nenhum suspeito foi preso. Uma fonte da Prefeitura de Araquari garante que os autores são de fora (estavam de “cara limpa” sem receio de serem reconhecidos pelas câmeras de segurança), mas certamente contratados por uma facção criminosa que atua no município. Um secretário do município revelou ter recebido um telefonema (provavelmente de um dos mandantes) avisando sobre o incêndio.

Sem Base da Polícia Militar

O ataque aconteceu no bairro do Itinga, onde residem70% da população de Araquari. Inexplicavelmente, a comunidade não conta com uma base da Polícia Militar.

Operação Pão e Circo

A última operação do Gaeco aconteceu em 18 municípios catarinenses, nenhum deles na região Nordeste. O Ministério Público investiga um cartel formado por empresários de eventos que fraudava licitações em shows promovidos por prefeituras. Só no Planalto Norte foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas prefeituras de Canoinhas, Itaiópolis, Mafra, São Bento do Sul e Três Barras.

Foto: Ilustração / Abaixo-assinado e audiência

Ciclovia na ViaMar

A não inclusão de um espaço para bicicletas no projeto da Rodovia ViaMar está unindo ciclistas, urbanistas e associações de mobilidade. Eles exigem a revisão do projeto ou anteprojeto e o cumprimento da Lei Estadual 17.681/2017, que determina a construção de ciclovias em vias públicas estaduais, incluindo pontes, viadutos e túneis. Segundo o jornalista Luciano Abib do portal Aventuras na Bike, o movimento pretende entregar ao governador um abaixo-assinado com mais de 1 milhão de assinaturas solicitando a ciclovia.