
Santa Catarina formalizou o primeiro contrato de fornecimento de biometano do Estado, marcando o início de um mercado voltado ao aproveitamento de resíduos da suinocultura para produção de combustível renovável destinado à indústria. O projeto integra a H2A, responsável pela produção do biometano em Campos Novos, a SCGÁS, que fará a distribuição pela rede de gás canalizado, a Vossko do Brasil, primeira empresa a utilizar o energético em Lages, e a Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina (Aresc), responsável pelo marco regulatório que viabilizou a operação. A iniciativa foi apresentada nesta quarta-feira (15), na Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC).
Segundo a FIESC, o projeto é resultado de uma articulação entre empresas, setor produtivo, universidades e poder público, desenvolvida com apoio do Hub de Descarbonização criado pela entidade em 2023. Para o presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da FIESC, José Lourival Magri, a proposta amplia o aproveitamento do potencial catarinense na produção de energia renovável. “O que buscamos foi viabilizar a economia circular por meio da tecnologia. Santa Catarina possui enorme potencial para transformar resíduos em energia e criar uma nova cadeia produtiva baseada na descarbonização”, afirmou.
A regulamentação do mercado foi conduzida pela Aresc, por meio da Resolução nº 250, que estabelece as regras para a injeção de biometano na rede da SCGÁS. De acordo com o presidente da agência, João Carlos Grando, o Estado possui potencial para produzir mais de 4 milhões de metros cúbicos de biometano por dia. A SCGÁS informou ainda que pretende investir R$ 600 milhões nos próximos cinco anos para ampliar a infraestrutura e conectar novos produtores à rede de distribuição.
Responsável pela produção do combustível renovável, a H2A avalia que a integração entre produtores, distribuidora, órgãos reguladores e instituições de pesquisa permitirá ampliar o mercado de biometano em Santa Catarina. A primeira consumidora será a Vossko do Brasil, indústria instalada em Lages e voltada principalmente ao mercado externo. Segundo o CEO da empresa, Joachim Gerecht, “participar deste projeto reforça nosso compromisso com uma produção de menor impacto ambiental”.
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