SC tem a menor taxa de mortes violentas; Michelle emplacou de Toni ao Senado; Tensão em Blumenau – E outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

Índice de mortes violentas é menos da metade da média nacional – Imagem: Divulgação

Santa Catarina voltou a se destacar no cenário nacional da segurança. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado ontem, o Estado registrou a menor taxa de mortes violentas intencionais do Brasil em 2025: 7,6 casos por 100 mil habitantes.

O índice é menos da metade da média nacional, que ficou em 19,1 mortes por 100 mil habitantes — a menor da série histórica iniciada em 2012. O levantamento considera homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes violentas de policiais e mortes decorrentes de intervenções de agentes de segurança.

Embora o Brasil tenha registrado, em 2025, a menor taxa de mortes violentas intencionais da série histórica, o Estado segue em um patamar ainda mais favorável. O resultado contrasta com a realidade nacional, que contabilizou 40.775 vítimas de mortes violentas intencionais no ano passado, além de registrar recordes em indicadores como mortes decorrentes de intervenção policial e feminicídios. Santa Catarina, por sua vez, mantém-se como referência nacional no indicador de violência letal, ao apresentar a menor taxa do país.

Missão

Brigadeiro será homologado como candidato ao Governo do Estado – Imagem: Divulgação

Hoje à noite, o Missão realizará, no Nomad Bar, em Florianópolis, a convenção que homologará Marcelo Brigadeiro como candidato ao Governo do Estado e, para vice na chapa, Coronel Rodrigues. Ao Senado, foi confirmado o influencer Túlio Pfuetzenreiter, conhecido como Túlio te Conta. Ele deve ter como suplentes na chapa Diego Vieira e o comandante Edupércio Pratts.

Plano de governo

Merisio, Elson e Ideli durante visita à Prefeitura de Montpellier — Imagem: Divulgação

Uma grande equipe tem trabalhado no plano de governo que será apresentado por Gelson Merisio (PSB), homologado na convenção da chamada Frente Democrática como candidato ao Governo do Estado. Foram convidadas figuras históricas da esquerda catarinense, como a ex-senadora Ideli Salvatti, o professor Elson Pereira, que já disputou a Prefeitura de Florianópolis pelo PSOL, e Ângela Albino (PDT), que será a vice na chapa. Além deles, um grupo de notáveis de diversas áreas tem dado sua contribuição.

Imersão

No mês passado, Ideli Salvatti e o professor Elson Pereira acompanharam Gelson Merisio (PSB) em uma viagem a Montpellier, na França. Durante a visita, conheceram experiências nas áreas de transporte coletivo gratuito, segurança pública e políticas de moradia.

Tensão em Blumenau

Print do vídeo em que Egídio Ferrari faz acusações contra a gestão anterior — Imagem: Rede social

O prefeito de Blumenau, Egídio Ferrari (PL), avançou um pouco mais contra o ex-prefeito Mário Hildebrandt (PL). Em um vídeo, Ferrari destaca que obras estão sendo paralisadas no município por conta da corrupção, referindo-se aos contratos da prefeitura que estão sendo investigados. “Quem passou antes de mim meteu a mão nos cofres públicos de Blumenau”, afirmou.

Resposta

Hildebrandt afirma que não é suspeito e nem investigado – Imagem: Divulgação

Procurado, o ex-prefeito de Blumenau, Mário Hildebrandt (PL), me disse que o próprio Ministério Público afirmou que ele não é suspeito nem investigado. Quanto ao vídeo do prefeito Egídio Ferrari (PL), do qual é alvo, Hildebrandt respondeu que prefere não se manifestar. Disse ainda que, desde que o governador Jorginho Mello (PL) o informou de que Egídio era o nome escolhido para ser o candidato, apenas o apoiou. “Nunca falei nada dele. Deixei um saldo de contas aprovadas no Tribunal de Contas, um saldo entre R$ 320 e R$ 380 milhões em recursos livres e vinculados, com obras, projetos e ações”, concluiu.

Desinformação

Júlia Zanatta é citada em ação protocolada contra Flávio Bolsonaro – Imagem: Agência Câmara

A deputada federal Júlia Zanatta (PL) é citada em uma ação protocolada pela pré-campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Tribunal Superior Eleitoral contra o pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL). A acusação é de desinformação sobre as urnas eletrônicas e a credibilidade da Justiça Eleitoral. Para os advogados que assinam a peça de acusação, “há um movimento articulado de desinformação”, citando, além de Flávio, os nomes de Júlia, Eduardo Bolsonaro e do deputado Gustavo Gayer. Na ação, é pedida a remoção das publicações feitas pelos citados nas redes sociais sobre as urnas e que eles se abstenham de reiterar, republicar ou propagar a associação entre a empresa e as urnas eletrônicas.

Motivação

A pré-campanha do presidente Lula (PT) destaca que o suposto movimento de Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Júlia Zanatta e Gustavo Gayer foi motivado por um relatório do governo dos Estados Unidos apontando fraude nas eleições de 2012 na Venezuela. Uma das publicações que embasaram a ação foi feita por Júlia no último dia 17. Ao se referir ao documento americano, a publicação da deputada chama as urnas de “máquina de fraude eleitoral do chavismo”, operada pela inteligência militar, e afirma que o chavismo financiou ilegalmente líderes da centro-esquerda, citando o presidente Lula como um dos beneficiários.

A madrinha

Michelle Bolsonaro defendeu a candidatura de Caroline ao Senado – Imagem: Divulgação

A pré-candidatura da deputada federal Caroline de Toni (PL) ao Senado foi conquistada com o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Segundo uma fonte ligada ao PL, apesar das insatisfações com o apoio dos liberais a Ciro Gomes (PSDB) ao Governo do Ceará e por não ter conseguido emplacar a deputada do Ceará, Priscila Costa (PL), ao Senado, Michelle foi contemplada em outros estados, como em Santa Catarina, com a pré-candidatura de Caroline ao Senado. “A Caroline é da cota da Michelle”, destacou.

400 pessoas

Gean Loureiro em mais um evento na região da Grande Florianópolis – Imagem: Divulgação

Uma das principais lideranças da Grande Florianópolis, o ex-prefeito da capital Gean Loureiro (UB), está realizando uma série de eventos com os seus coordenadores. No total, até o momento, cerca de 400 pessoas já participaram. Ontem, no Ribeirão da Ilha, Loureiro não contou com a presença dos pré-candidatos à majoritária. Mesmo assim, o pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD), enviou um vídeo de apoio em que diz: “Florianópolis tem saudades do Gean, né? Um cara humilde, preocupado com as demandas da sociedade”, afirmou.

Agência fechada

Tiago Silva determinou o fechamento da agência – Imagem: Divulgação

A agência do Banco Bradesco, localizada na Praça XV, no Centro de Florianópolis, foi interditada pelo Procon. O próprio diretor do órgão, Tiago Silva, foi ao local cumprir a decisão de fechar a agência pelo período de 48 horas, além de determinar a suspensão de novos contratos. A decisão de Silva foi motivada por cerca de 400 reclamações no período de três anos. Os relatos são de abusos e desrespeito aos direitos do consumidor. Até a decisão pelo fechamento, a agência foi alvo de 156 notificações por ter feito cobranças irregulares a clientes, além de vender produtos sem a concordância do correntista.

Caos na BR-101

A Justiça Federal reconheceu a responsabilidade da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) pelos prejuízos causados pelos congestionamentos crônicos na BR-101 Norte, entre Balneário Camboriú e Penha. Em decisão da 2ª Vara Federal de Itajaí, a agência foi condenada ao pagamento de R$ 9 milhões por danos morais coletivos a nove municípios da região, em razão dos transtornos provocados pela falta de fluidez no trecho concedido à iniciativa privada.

Pressão por solução

A condenação da ANTT ao pagamento de R$ 9 milhões de indenização a nove municípios do Litoral Norte amplia a pressão sobre o Governo Federal para acelerar as soluções na BR-101, entre Balneário Camboriú e Penha. O trecho é um dos principais gargalos logísticos do estado e, há anos, compromete a mobilidade, o turismo e a economia regional. Embora a indenização tenha caráter simbólico diante dos prejuízos acumulados, a decisão da Justiça Federal reforça o entendimento de que a população e os municípios não podem continuar arcando com os efeitos de um problema estrutural sem que haja responsabilização do poder público e do sistema de concessão.