
A campanha Julho Dourado, instituída pela Lei Estadual 18.764/2023 e reforçada pela Lei Federal 15.322/2026, busca conscientizar a população sobre as zoonoses e estimular a adoção responsável de cães e gatos. A iniciativa destaca que medidas como vacinação, castração, acompanhamento veterinário, controle de parasitas e cuidados com a higiene são fundamentais para prevenir doenças transmitidas entre animais e seres humanos, além de contribuir para o bem-estar animal e a proteção da saúde pública.
Entre as zoonoses que preocupam especialistas está a esporotricose, que apresenta cenário de alerta epidemiológico em Santa Catarina. Somente em Florianópolis, entre 2021 e 2025, foram registrados 75 casos da doença, frequentemente associados a felinos. A transmissão para humanos ocorre, principalmente, por arranhões, mordidas ou contato de feridas com animais infectados, solo ou vegetação contaminados. Segundo Mateus Ribeiro Gomes, agente de combate a endemias da Diretoria do Bem-Estar Animal (Dibea), o atendimento deve ser buscado logo nos primeiros sinais. “A qualquer sinal de uma ferida que apareça entre os pelos dos animais, tem que procurar atendimento de imediato, tanto aqui no hospital veterinário quanto diretamente com a Dibea.”
Protetores e especialistas também defendem o fortalecimento das políticas de castração e adoção como forma de reduzir a população de animais em situação de rua e, consequentemente, o risco de disseminação de doenças. A protetora de animais Rosa Elisa Villanueva afirma que o aumento de gatos vivendo nas ruas contribui para o avanço da esporotricose e cobra a ampliação das ações do poder público voltadas ao controle populacional e ao acolhimento desses animais.
Em Florianópolis, a Dibea realiza o resgate de cães e gatos abandonados, promove a adoção responsável e mantém acompanhamento veterinário dos animais disponibilizados para novos lares. Os interessados passam por uma avaliação para verificar a compatibilidade entre tutor e animal, além de atender requisitos relacionados à segurança do ambiente. “A população pode colaborar diretamente por meio da adoção responsável, oferecendo a esses animais o afeto, o cuidado e o acolhimento de um novo lar. O abrigo deve ser apenas uma passagem temporária, pois a verdadeira recuperação se completa quando eles ganham a oportunidade de integrar uma família”, destacou o diretor de Bem-Estar Animal de Florianópolis, Felipe Vieira.
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