Semana estadual destaca tecnologia, crédito e educação para incentivar permanência de jovens no campo


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Redação Santa Catarina em Pauta

Santa Catarina tem 183 mil propriedades rurais, segundo o Censo Agropecuário de 2017 / Foto: Daniel Conzi / Agência Alesc

Santa Catarina celebra até 30 de julho a Semana de Incentivo à Permanência dos Jovens no Meio Rural, instituída pela Lei 18.004/2020. A iniciativa reforça políticas públicas voltadas à sucessão familiar no campo, com foco em educação, acesso à tecnologia, crédito, infraestrutura e qualificação profissional. O tema ganha destaque em um cenário em que o estado possui cerca de 183 mil propriedades rurais, das quais 142,7 mil pertencem à agricultura familiar, segundo o Censo Agropecuário de 2017.

Entre os exemplos apresentados está o de Iuri Oliveira, de 20 anos, morador de Urupema, que optou por permanecer na propriedade da família após concluir o curso técnico agrícola. Atuando na produção de maçã, ele afirma que o acesso ao conhecimento e às novas tecnologias contribui para tornar a atividade mais atrativa às novas gerações. “Produzir no campo é, para mim, um legado familiar. Sou feliz, cada vez mais vivo. Tenho oportunidade de introduzir novas tecnologias”, afirmou. O jovem também apontou como desafios a escassez de mão de obra e a necessidade de ampliar o acesso ao crédito para os produtores rurais.

Além da semana estadual, a Política Estadual de Incentivo à Permanência de Jovens e Adultos no Meio Rural, criada pela Lei 19.142, prevê ações para fortalecer a educação no campo, incluindo a pedagogia da alternância, que intercala períodos de estudo e atividades nas propriedades rurais. A legislação também incentiva a ampliação da conectividade, da infraestrutura, da assistência técnica e do financiamento à produção, considerados fatores essenciais para aumentar a competitividade e a qualidade de vida no meio rural.

Dados históricos mostram que a população catarinense passou por um processo de urbanização nas últimas décadas. Em 1950, cerca de 1,2 milhão de pessoas viviam no campo, enquanto 362 mil residiam nas cidades. Já no Censo de 2010, a população urbana ultrapassava 5,2 milhões de habitantes, contra aproximadamente 1 milhão no meio rural. Apesar dessa mudança, estudos citados pela Assembleia Legislativa indicam que a agricultura familiar continua sendo responsável pela maior parte da produção agropecuária catarinense, reforçando a importância de políticas voltadas à permanência dos jovens no campo.

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