FIESC pede concessão independente para dragagem do canal de acesso ao Complexo de Itajaí


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Redação Santa Catarina em Pauta

Edital da concessão é esperado para setembro / Foto: Magnific

A Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC) defende que a concessão do canal de acesso aquaviário ao Complexo Portuário do Rio Itajaí seja realizada de forma independente da operação do terminal terrestre. A entidade encaminhou ofício ao Ministério de Portos e Aeroportos, à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), reforçando a necessidade de acelerar o processo. A expectativa é de que a Antaq analise o processo de concessão na próxima quinta-feira (13), com possibilidade de publicação do edital do leilão na sequência.

Segundo a FIESC, a autonomia na gestão do canal permitiria maior previsibilidade para as atividades de dragagem e manutenção, consideradas estratégicas para o funcionamento do complexo. A estrutura reúne o Porto de Itajaí, a Portonave e outros terminais privados que atendem setores como indústria e agronegócio. “A concessão autônoma do canal de acesso é uma medida estruturante e fundamental para o complexo portuário. A FIESC avalia que ao operar de forma independente do terminal, as atividades de dragagem terão maior eficiência e previsibilidade para fortalecer a confiança de operadores, usuários e investidores”, afirma o presidente da entidade, Gilberto Seleme.

O presidente do Conselho para Assuntos de Transporte e Logística da FIESC, Maurício Battistella, também defende a separação das operações. Na avaliação dele, a medida evitaria que ações de manutenção dos parâmetros de navegação e obras estruturantes dependessem de eventuais questões contratuais ou operacionais relacionadas ao terminal. Entre as intervenções citadas estão o aprofundamento do canal e a ampliação da bacia de evolução. A entidade também chama atenção para a necessidade de um modelo permanente e adaptável de dragagem diante da exposição da região a eventos climáticos extremos.

No ofício enviado às autoridades, a FIESC afirma que a definição do modelo de concessão deve avançar para evitar impactos sobre a navegação e preservar a capacidade operacional do complexo. A entidade considera o canal de acesso um componente estratégico da infraestrutura portuária catarinense e se coloca à disposição dos órgãos públicos para contribuir com o aperfeiçoamento do modelo de gestão. A expectativa é de que a concessão contribua para ampliar a previsibilidade da operação e dar suporte às atividades de comércio exterior e à competitividade da indústria.

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