Santa Catarina cria rede para ampliar internacionalização da economia até 2030


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Redação Santa Catarina em Pauta

Iniciativa reúne governo e setor produtivo para ampliar negócios, facilitar acesso a mercados e preparar empresas para novas oportunidades comerciais – Foto: Filipe Scotti

Santa Catarina terá uma nova estratégia para ampliar a presença de empresas catarinenses no mercado internacional. A Rede Catarinense de Internacionalização foi anunciada nesta segunda-feira (10) pelo secretário executivo de Articulação Internacional, Paulo Bornhausen, durante reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM).

A proposta é reunir competências do governo e do setor produtivo em uma estratégia integrada de internacionalização com metas até 2030. As federações empresariais que integram o COFEM já indicaram especialistas para participar do grupo técnico responsável pela construção do plano.

O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, avaliou que a iniciativa pode ampliar a inserção da economia catarinense no mercado global. Segundo ele, os produtos fabricados no estado já apresentam valor agregado e padrões de qualidade capazes de atender às exigências do comércio internacional.

O planejamento será estruturado em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso ao mercado; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Mercosul e União Europeia

Durante a reunião, Paulo Bornhausen também destacou as oportunidades relacionadas ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia. A intenção do governo estadual é preparar a indústria, o agronegócio e o comércio catarinenses para aproveitar as possibilidades de ampliação das relações comerciais.

Segundo o secretário, Santa Catarina tem condições de atuar como uma das portas de entrada da União Europeia no Mercosul. Para isso, a articulação entre o poder público e o setor produtivo será necessária para aumentar a previsibilidade e a competitividade das empresas.

Infraestrutura e logística

A infraestrutura de transporte também esteve entre os assuntos discutidos pelo COFEM. O diretor de operações Sul da Arteris, Antonio Cesar Ribas Sass, apresentou propostas de ampliação e melhorias operacionais para o trecho Norte da BR-101 em Santa Catarina.

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) também apresentou informações sobre o andamento dos processos relacionados à concessão do canal de acesso e ao arrendamento do terminal do Porto de Itajaí.

O porto é considerado um ativo estratégico para a logística estadual, especialmente para o escoamento da produção industrial e agrícola catarinense.

O COFEM reúne a FIESC, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio-SC), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística no Estado de Santa Catarina (Fetrancesc), FACISC, Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina (FCDL-SC), Federação das Associações de Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedor Individual de Santa Catarina (FAMPESC) e Sebrae-SC.

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