Tarifaço: EUA aceitam abrir conversa com o Brasil e animam SC; o plano do MDB para Antídio; o segundo suplente de Amin – e outros destaques


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Marcelo Lula

Abertura dos EUA gera esperança na indústria catarinense – Imagem: Magnific

A decisão dos Estados Unidos de aceitar uma rodada de consultas com o Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) abre uma possibilidade de negociação em meio a uma disputa que preocupa diretamente Santa Catarina. Com forte presença de produtos industrializados nas vendas ao mercado norte-americano, o Estado está entre os mais expostos às novas barreiras comerciais.

O tamanho dessa conta ainda está sendo avaliado. A Secretaria de Estado da Fazenda tem mantido conversas com dirigentes da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) para analisar os possíveis reflexos das medidas. Até agora, porém, não há um valor definitivo que possa ser apresentado como prejuízo provocado pela nova rodada de tarifas.

Há, entretanto, números anteriores que ajudam a mostrar o grau de exposição da economia catarinense. Durante a vigência do primeiro tarifaço, entre agosto de 2025 e fevereiro deste ano, as exportações de Santa Catarina para os Estados Unidos despencaram 38,29%. A média mensal, que estava em US$ 141 milhões, caiu para US$ 87 milhões, conforme levantamento divulgado pela Fiesc.

A própria Federação chegou a elaborar diferentes cenários para medir as consequências de uma redução prolongada das vendas aos americanos. Na hipótese considerada mais provável naquele estudo, com queda de 30% das exportações durante um período de um a dois anos, a projeção apontava para uma redução de R$ 1,2 bilhão no Produto Interno Bruto catarinense. O mesmo cenário indicava risco de aproximadamente 20 mil postos de trabalho e uma perda estimada de R$ 171,9 milhões na arrecadação de ICMS.

É importante fazer uma distinção: esses valores não representam a conta definitiva das novas tarifas. São projeções produzidas anteriormente pela Fiesc e servem como referência para mostrar a dimensão que uma retração prolongada das exportações aos Estados Unidos pode alcançar.

As consequências também não seriam iguais em todas as regiões. A Serra catarinense apareceu no levantamento como a mais vulnerável, especialmente pela concentração de atividades ligadas à madeira. O Norte veio em seguida, embora a maior diversificação industrial de cidades como Joinville e Jaraguá do Sul ajude a reduzir parte dos efeitos.

Impulsionando Lunelli

MDB fortalecerá ações pela eleição de Antídio Lunelli ao Senado – Imagem: Alesc

O MDB começará uma forte campanha pró-Antídio Lunelli. A ideia do partido é garantir os seus cerca de 650 mil votos ao parlamentar e apresentar ao chamado “eleitor desavisado” que um deputado, ex-prefeito e empresário é candidato a uma vaga ao Senado. Segundo uma fonte, a estratégia de marketing apostará em uma ruptura com a comunicação política tradicional. A orientação é transformar a biografia de Lunelli em ativo eleitoral, explorando a trajetória do empresário que começou como colono até chegar a prefeito e deputado. A aposta é que essa história tenha capacidade de dialogar com um eleitorado que vai muito além da militância e dos votos tradicionalmente vinculados ao MDB. O marqueteiro Elias Rach é quem está pilotando o processo.

Segundo suplente

Voltolini aceitou a segunda suplência na chapa de Esperidião Amin – Imagem: PMJ

Após ter cogitado alguns nomes, o segundo suplente na chapa do senador Esperidião Amin (Progressistas) será o ex-deputado Eni Voltolini. Natural de Corupá, Voltolini fez sua carreira política em Joinville, o que motivou a sua escolha. Em Joinville, há um sentimento de pouca representação na chapa PSD, MDB e Federação. O primeiro suplente é Volnei Weber (MDB).

Lançamento em Criciúma

Garcia e Salvaro farão a conhecida dobradinha na eleição – Imagem: Divulgação

Lideranças municipais, filiados e partidários do PSD dos municípios da Amrec e Amesc estarão reunidos nesta quinta-feira (20), em Criciúma, para o lançamento das candidaturas do presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia, a deputado federal, e do ex-prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, a deputado estadual. O encontro ocorrerá às 19h, no Centro de Eventos Germano Rigo.

Apoio a Vieira

Caroline de Toni apoiará Marcos Vieira no Oeste – Imagem: Divulgação

O deputado estadual Marcos Vieira (PSDB) lançou sua candidatura à reeleição à Assembleia Legislativa com dois eventos no Oeste. Em Maravilha, cerca de 1,5 mil apoiadores participaram do encontro no CTG Juca Ruivo. À tarde, em Xanxerê, o parlamentar reuniu outras 500 pessoas. Em Xanxerê, Vieira recebeu o apoio da candidata ao Senado, Caroline de Toni (PL), que participou do evento ao lado do prefeito Oscar Martarello (PL), dos ex-prefeitos Bruno Bortoluzzi e Avelino Menegolla e de lideranças do Oeste. Em Maravilha, De Toni também manifestou apoio ao deputado por meio de um vídeo.

Encerramento

Gean Loureiro encerrou a sua pré-campanha em Florianópolis – Imagem: Anna Geschwind

Após percorrer o Estado em 42 encontros regionais e outros sete na Grande Florianópolis, Gean Loureiro (União Brasil) reuniu mais de mil coordenadores e lideranças no Lira Tênis Clube, em Florianópolis. O encontro marcou a preparação para o início da campanha a deputado estadual, com a definição das ações de rua e digitais nos municípios. O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Fábio Schiochet, participou do evento. Pré-candidato ao Governo do Estado, João Rodrigues (PSD) cumpria agenda no Sul do Estado e enviou uma mensagem em vídeo aos participantes.

CEO da JBS

Na empresa desde os 19 anos, Wesley Filho assumirá o comando global da JBS – Imagem: Divulgação

A terceira geração da família Batista chegará ao principal posto executivo da JBS. Aos 34 anos, Wesley Batista Filho foi escolhido para liderar globalmente o grupo a partir de janeiro de 2027. A decisão mantém no comando um integrante da família fundadora: ele é neto de José Batista Sobrinho e filho de Wesley Batista. Com 15 anos de atuação dentro do conglomerado, o futuro CEO acumulou experiência em diferentes áreas e mercados. Passou pelo comando das operações brasileiras, esteve à frente da Seara e, em 2023, assumiu os negócios da JBS nos Estados Unidos, responsáveis por mais da metade do faturamento mundial da companhia.

Tomazoni

A troca também redefine as funções de Gilberto Tomazoni depois de oito anos na liderança executiva da JBS. Ele seguirá ligado às decisões estratégicas do grupo, agora como vice-presidente do conselho e consultor sênior. Tomazoni permanecerá ainda no conselho da Pilgrim’s Pride e terá uma nova missão à frente do Instituto J&F.

Presos trabalhando

Santa Catarina aparece entre os estados com maior número de presos inseridos em atividades de trabalho. São 9.877 pessoas trabalhando no sistema prisional catarinense. Em números absolutos, São Paulo lidera, com 52.393 presos trabalhando, seguido por Minas Gerais, com 18.959; Paraná, com 18.120; Rio Grande do Sul, com 15.846; e Ceará, com 12.960. Santa Catarina aparece na sequência entre os estados destacados, com seus 9.877 trabalhadores. O trabalho prisional é considerado uma das principais ferramentas de ressocialização. O desafio nacional é ampliar as oportunidades. O Pena Justa, plano elaborado pela União e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabeleceu como meta chegar a 2027 com pelo menos metade das pessoas privadas de liberdade trabalhando.

SC tem 28,41%

Quando a análise considera proporcionalmente a população prisional, 28,41% dos presos em Santa Catarina trabalham. O destaque nacional é o Maranhão, onde 65,10% da população prisional trabalha. Na sequência, aparecem Rondônia, com 43,95%; Acre, com 42,34%; Tocantins, com 38,73%; Sergipe, com 37,32%; Ceará, com 31,33%; Roraima, com 30,18%; Rio Grande do Sul, com 29,68%; e Santa Catarina, com 28,41%. Os números mostram uma diferença significativa entre os estados. Especialistas defendem que as atividades oferecidas tenham caráter de qualificação profissional, aumentando as chances de inserção no mercado após o cumprimento da pena.