
Entrevistado por telefone pelo jornalista Willian Frtizke na Rádio Studio FM de sua cidade, na manhã de terça-feira (11), o prefeito de Jaraguá do Sul Jair Franzner (PL) confirmou que está rompido politicamente com seu antecessor e candidato ao senado pelo MDB Antídio Lunelli. Franzner rebateu a informação divulgada por um comentarista de Florianópolis, segundo a qual o responsável por sua reeleição em 2024 teria sido Antídio Lunelli. “Eu queria que ele viesse aqui falar comigo porque eu iria contar o que o Antídio fez para me prejudicar (na campanha)”, afirmou o prefeito de Jaraguá do Sul. “Eu estive doente e internado e eles (MDB) tentaram até o fim arrumar outro candidato (a prefeito) para que eu não fosse”, acrescentou.

Pouca contribuição
Durante parte da campanha de 2024, lembrou Franzer, ele ficou internado, mas Antídio “não foi o cara que fez a diferença. Em poucos lugares ele foi e se manifestou a meu favor”. Ainda sobre a eleição de 2024, o prefeito afirmou que “foi aí que eu vi a rejeição que este partido (MDB) tinha”. Caso ele tivesse concorrido em aliança com o PL em 2024, Franzer afirmou que sua vitória seria por 80 a 85%. A aliança foi com o PSDB e ele venceu com 58,14% contra 26,69% de Edson Junkes (PL).
Indireta
No final da entrevista na emissora concorrente das três de propriedade de Antídio Lunelli no município, Jair Franzner ressaltou que “não tenho nada com o (Carlos) Chiodini e sim com outra pessoa, que todo mundo sabe”, referindo-se indiretamente a seu antecessor na prefeitura. Sobre o comentarista, ele revelou o nome (não foi Marcelo Lula) e, muito irritado, afirmou que “ele deve ter sido muito bem pago (para fazer o comentário)”.
Concorrência
Ninguém confirma, mas está existindo uma disputa dentro do Podemos de Joinville. As principais lideranças de Joinville esperam fazer mais votos para Gilberto Leal Júnior do que os recebidos por Fábio Botelho, ambos candidatos à Assembleia Legislativa pela sigla. O primeiro foi na prática chefe de gabinete de Adriano Silva (NOVO) e o segundo chefe de gabinete do prefeito Topázio Neto (Podemos).
Previsão
Uma liderança do Podemos de Joinville acredita que o partido elegerá três deputados estaduais. Além dos dois “chefes de gabinete” de Joinville e Florianópolis, o terceiro seria o jornalista Osmar Teixeira, que foi candidato a prefeito de Itajaí e ficou em segundo lugar.

Apoio em Araquari
Candidato único do partido na região Nordeste, o vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Joinville Diego Machado (PSD) garantiu o apoio do prefeito de Araquari, Gordo Jesper, também do PSD, e a maioria de seu secretariado. O apoio em Araquari ao vereador joinvilense foi oficializado durante encontro com as principais lideranças do PSD no município.

Aliança MDB e PP
A rivalidade entre MDB de Luiz Henrique e o PP de Esperidião Amin não existe mais em Joinville, fato que deve contribuir para melhorar a votação de Amin em sua reeleição no maior colégio eleitoral catarinense. Na eleição para prefeito em 2024, o candidato do MDB Luiz Cláudio Gubert teve como vice o professor Anelísio Machado (PP). A mistura de sangue não deu resultado: o candidato a prefeito do MDB fez apenas 1,3% (4.285 votos). Adriano Silva (NOVO) foi reeleito com 78,69% (244.321 votos) no primeiro turno. Pelo menos MDB e PP estiveram coligados pela primeira vez em Joinville.


