Seis pessoas são condenadas por corrupção e fraudes em procedimentos de trânsito em Chapecó


Foto de Redação Santa Catarina em Pauta

Redação Santa Catarina em Pauta

Investigação apontou associação criminosa que teria atuado por quase três anos em procedimentos vinculados à CIRETRAN e ao DETRAN / Divulgação

Seis pessoas foram condenadas pela Justiça após ação penal do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) que investigou um esquema de corrupção e favorecimentos ilícitos relacionados a procedimentos de trânsito em Chapecó. A decisão, publicada em 13 de agosto, condenou quatro mulheres e dois homens a penas que variam de dois a nove anos, além de outras sanções. Segundo a 10ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó, cinco dos réus integraram uma associação criminosa entre novembro de 2017 e julho de 2020, enquanto o sexto foi condenado por participação em um episódio específico ocorrido em 2017.

De acordo com a investigação, uma funcionária terceirizada da CIRETRAN de Chapecó ocupava posição central no esquema, utilizando acessos funcionais a sistemas e procedimentos internos para atender interesses particulares. Também foram condenados o proprietário, a administradora e duas funcionárias de um despachante, além de um empresário do setor de comércio de veículos. A apuração apontou 13 práticas delituosas, entre elas corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos em sistema de informações, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e uso indevido de acessos restritos. A investigação identificou ainda 1.146 consultas realizadas a partir de computadores do despachante com credenciais vinculadas a ex-estagiárias da CIRETRAN.

Para o promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, as investigações permitiram identificar a estrutura do grupo e individualizar a participação de cada envolvido. “Os crimes apurados não consistiam em fatos isolados, mas integravam uma dinâmica criminosa organizada e mantida ao longo de vários anos”, afirmou. Entre as situações descritas no processo está o pagamento mensal de R$ 100 à funcionária terceirizada, entre novembro e dezembro de 2017, para agilizar um procedimento de transferência interestadual de veículo. O empresário beneficiado nesse episódio recebeu pena de dois anos e oito meses de reclusão, posteriormente substituída por prestação de serviços comunitários e prestação pecuniária.

A sentença da 2ª Vara Criminal da Comarca de Chapecó reconheceu a existência dos crimes apontados pelo MPSC. Entre as penas aplicadas estão sete anos e oito meses de reclusão e seis meses de detenção para a servidora terceirizada; oito anos e oito meses de reclusão e 10 meses de detenção para o proprietário do despachante; cinco anos e oito meses de reclusão e 10 meses de detenção para a administradora; e três anos de reclusão e 10 meses de detenção para outra funcionária, cuja pena foi substituída por medidas restritivas de direitos. A decisão também alcançou os demais envolvidos. Os seis réus podem recorrer da sentença.

Acesse o nosso Canal no WhatsApp!

Criamos um canal oficial no WhatsApp — e você já pode fazer parte!

Mais agilidade, mais bastidores, mais DENÚNCIAS direto no seu celular.

Sem grupos, sem conversas, só informação exclusiva, com a credibilidade do Santa Catarina em Pauta.

Acesse e siga agora:

https://whatsapp.com/channel/0029Vb6oYQTEgGfKVzALc53t

E NÃO ESQUEÇA DE ATIVAR O SININHO PARA RECEBER TUDO EM TEMPO REAL!